sábado, 12 de maio de 2007

Phantom of the Opera

"Mesmo com todo seu poder, é um defeito do homem não poder escolher seu destino. Ele pode apenas escolher como reagirá quando o chamado do destino vier. Esperando que terá a coragem para responder a altura."
(Heroes - Ep. 02, Primeira Temporada)

Os cinco estavam numa espécie de vilarejo. Parecia um vilarejo japonês, de aparência medieval, porém meio destruído. Algum tipo de guerra parece ter havido ali. Era escuro e tudo estava muito silencioso.
- Onde estamos? - perguntou Oz.
- Não sabemos exatamente. - disse F. - Acho que numa espécie de limbo.
- Não é o Limbo. - ouviram uma voz.
Viraram-se e viram um garoto ao lado de uma garotinha. Ambos japoneses. O garoto aproximou-se da irmã, como se ela lhe cochichasse algo e então virou-se para Oz.
- Himiko, minha irmã, pediu para lhe dizer que este é o seu mundo de sonhos. Onde seus pensamentos tomam forma.
- O que houve por aqui? Por que está tudo destruído? - perguntou.
- O Escuro e o demônio. Eles destroem tudo que amamos. No seu futuro você já concluiu sua Jornada do Despertar aqui. Mas abandonou o sonho para tentar construí-lo na realidade. Então eles vieram...
- Está dizendo que estou no futuro?
- Não. Mas isso não importa.
Reparou que a garotinha trazia no colo um belo gato branco, com um medalhão vermelho na coleira. Ela parecia ouvi-lo. E então disse algo para seu irmão. Que se prestou a levantar-se e puxá-la consigo para que se escondessem, não sem antes dizer:
- Ele está voltando. O demônio. Vamos para o palácio, onde ele não pode entrar. Tem que destruí-lo, se quiser chegar à toca do Escuro e renascer.
Pegou um coelho que teimava em pular e sumiu com sua irmão e o gato dela, no meio dos destroços do vilarejo.
- Não entendi nada. - disse Flávio, o adolescente.
- Tudo se resolverá. Não pense. Acredite. - disse o velho, com firmeza.
Ouviram um estrondo. Viram um exército de seres horrendos, vestidos com túnicas vermelhas, surgirem de todos os lados. Pareceram abrir caminho, então um homem bem pequeno e careca, de aparência grotesca, saiu do meio deles. Era Mordenkai, o demônio.
- Ora. Vejo que todos estão aqui. Que momento lindo!
- Quem é esse? - perguntou Oz.
Mordenkai riu. O jovem Flávio prontificou-se em responder.
- Ele é um demônio que me perturbou muito. Do seu passado.
- E do seu futuro. - disse F. - Ele e seu irmão Agat já permearam muito a minha mente. Quer dizer... A sua. Ele estava com Zo na sua morte.
- Morte? - indignou-se Oz. - Eu morri?
- No seu passado. Mas ainda não aconteceu. - disse o velho.
- Quê? Não tô entendendo nada!
- Nem eu. - disse o garoto.
- Ótimo. Confusão. Fica mais fácil. - bradou o demônio.
- Ele quer lhe manter morto, para que possa controlá-lo, como um parasita. - explicou a Oz o velho misterioso.
- E farei isso agora. - resmungou Mordenkai, já ficando com seus olhos vermelhos em chamas.
Os céus ficaram avermelhados e o ar extremamente frio. Oz sentiu um arrepio na espinha, mas não sabia o que fazer.
- Onde estão os espelhos que aquela mulher nos deu? - perguntou o velho.
Os quatro arrancaram um espelho cada de seus bolsos e ficaram em volta de Oz, enquanto Mordenkai se transformava bem diante dos olhos do sonhador, tornando-se num gigante medonho e assustador.
- Os espelhos de Amaterasu, rápido! - gritou F.
- Nada irá adiantar agora, hahahahaha. - gritou o demônio, que rapidamente tomou uma enorme lança de um de seus lacaios.
De repente, os espelhos começaram a brilhar intensamente, como quatro pequenos sóis e Mordenkai tratou de rapidamente golpear Oz para impalá-lo. Mas o demônio surpreendeu-se ao ver,após uma diminuição na luz, que todos os cinco estavam impalados. A lança atravessava o garoto, Fávio, Oz, F. e o velho, para deleite de Mordenkai. Porém, sua alegria durou pouco, já que todos os cinco começaram a brilhar e a queimar. O demônio ficou preocupado em vê-los em chamas, mas sentiu-se aliviado e vitorioso ao ver as cinzas de Oz e suas demais versões no chão. Agora ele definitivamente estava morto.
Do alto de uma colina, uma mulher observava a tudo, parecia ter a pele feita de luz.
- Agora chega de máscaras. É chegado o momento do fantasma sair da escuridão e ressurgir com o espírito que lhe é devido. - disse ela.
Mordenkai parou de sorrir. Pensou que alguma coisa não estava certa. Se Oz estava morto e ele vivia na mente de Oz, como ele ainda estava lá?




...termina no próximo post.

postado por Oz (The Dead) às 12:53 PM





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Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...



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"Sitting on a park bench
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Snot is running down his nose
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Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."