domingo, 24 de setembro de 2006

Killing Yourself To Live

Muitos se perguntam se eu, o Oz, sou tão pirado na vida real quanto nos posts que escrevo. A verdade é que eu, o Flávio, estou longe de ser o cara malucão que a maioria acha que sou. Quem me conhece a um certo tempo sabe que o único de distúrbio mental que tenho e que vem me atormentando ultimamente é exatamente por não corresponder à realidade.
Sentado no sofá, esparramado e com o controle remoto na mão, tentando incansavelmente encontrar minha salvação num dos canais da TV aberta, eu tento a todo custo ignorar minha própria vida. Poderia dizer que estou deprimido, mas não sei se isso é realmente depressão. Me parece mais uma insatisfação consigo mesmo. Empurrando os dias com a barriga, respirando, sobrevivendo, eu tento me manter preguiçoso e não olhar para a mediocridade em que vivo. O sub-emprego, o relacionamento indefinido, o filho que precisa de um pai (no sentido metafórico da palavra), a saúde que definha, os sonhos que apodrecem, a alma que se esvai.
Porque é tão difícil pra eu buscar a vida perfeita das novelas globais, como faz a maioria das pessoas? Talvez porque, diferentemente da maioria, eu consigo ver tão falsa é a esperança de buscar uma vida perfeita, com emprego, mulher, filhos, dinheiro... Talvez porque eu seja constantemente consumido e assombrado pelos sonhos (pesadelos?) de uma outra vida perfeita e imaginária. Algo no fundo me diz que ela nunca virá, e isso também me deixa para baixo...
Andando em meio a garotas com franjas e mechas copiadas de revistas e artistas, em meio a homens com seus celulares último tipo dentro do ônibus ou do trem, passando por carros novos comprados em 60 vezes, grupos falando sobre sexo, com quem ficou, quem ta pegando, sexo... Parece tão idiota e insuportável... Por quê? Lutamos pó ruma vida de plástico, corremos atrás dela e brigamos por ela, para depois dissermos que nos importa apenas sermos felizes, que o dinheiro não importa, que a posição social não importa, que queremos alguém que nos ame, independente se ele/ela é feio(a) ou pobre. Mentiras, ilusões. Como religiosos que esperam pelo seu “salvador”, esperamos que um dia nossa vida mude e passamos a viver num paraíso concebido em nossa mente. Mas pagar por isso? Jamais!
E eu, tão falso quanto a maioria, fico aqui, sonhando com meu salvador, respirando e empurrando com a barriga. Fico tentando me definir, pensando na roupa perfeita, no corpo perfeito, no emprego perfeito, na renda perfeita, na mulher prefeita, enquanto os dias passam, meu corpo morre (se você tem menos de 25 anos, lembre-se da aula de biologia: nosso corpo começa a morrer a partir dos 25 e leva uns 50 anos ou mais pra terminar o processo). Eu deveria ser preso por matar meu tempo e esquecer de viver. Tudo que tenho que fazer é “deslizar”, eu sei... Mas por que, pra mim, é tão difícil mover uma palha, seja para ter minha vida perfeita, seja para ter a vida perfeita dos outros?
Quero viver intensamente, quero amar, quero aproveitar meu filho, botar as filosofias pregadas por filmes hollywoodianos em prática! Quero não me sentir mais culpado toda vez que ouvir a historinha da velhinha que no leito de morte desejou ter vivido melhor!
Mal posso esperar...

postado por Oz (The Dead) às 4:07 PM |

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

I

Six Things About Me!

O Dan postou 6 coisas sobre ele e passou a bola pra mim. Então lá vai!

1. Eu tenho 1,73m de altura, peso só 59 kg, uso óculos com 3,0 graus de miopia, tenho as coluna toda torta de tanto sentar "esparramado" no sofá e de ficar na frente do computador. Ah, sim. Meus dois dentes da frente são próteses de resina, os dois quebrados por causa de bicicleta. No primeiro eu fui atropelado (faz um tempão isso) e no segundo eu bati contra um muro (faz um tempinho e eu não vou contar como senão vocês irão rir mais ainda).

2. Sou viciado em café. Demais. Eu tomo café toda hora se deixar umagarrafa perto de mim. E olha que aqui em casa a gente faz café forte pra caralho! É óbvio que existem os efeitos colaterais, entre eles os piores são os dentes amarelados e uma sensação de fadiga misturada com preguiça.

3. Sou estressado ao extremo! Exemplo: tô digitando esse texto e tem um cara de moto aqui na rua que fica indo até a esquina e voltando. Já fica difícil de me concentrar e dá vontade de botar a cabeça pra fora da janela e mandá-lo pra pqp! Mas eu não sou violento não. Só estressado e irritado mesmo! Na família da Dani eu sou conhecido como "o mal-humorado". =/ Tipo o Harvey Pekar de O Anti-herói Americano.

4. Já fui escoteiro por 6 meses. Me expulsaram! =(

5. Eu já fui eletricista, pasteleiro, atendente de cinema, estoquista, vendedor, auxiliar técnico da telefônica (daqueles que ficam pendurados nos postes), segurança de supermercado e entregador de revistas. A falta de profissão é um mal que pesa muito na minha vida hoje, mas eu trabalhei bastante na área de design como auxiliar gráfico, digitador, assistente de arte e desenhista de comunicação visual e essa provavelmente é a área que deve perdurar...

6. Odeio ser pobre. E não me velha com "dinheiro não traz felicidade"! Talvez não a partir do momento em que suas necessidades básicas são supridas. =/

As 6 pessoas para falar 6 coisas sobre elas:

- Gabs
- Manu
-
- Su
- Calu
- Joana

* ê mulherada! =P

postado por Oz (The Dead) às 12:39 PM |

domingo, 10 de setembro de 2006

Zero

"Eu não vim pra me explicar, eu vim pra confundir.
Completamente louco, mas um louco consciente".

Sejam bem-vindos ao início.
=)






*essa é a versão 0.0 do Mundo de Oz.

postado por Oz (The Dead) às 3:48 PM |





*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior.

Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...


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visitas

"Sitting on a park bench
Eyeing little girls with bad intent.
Snot is running down his nose
Greasy fingers smearing shabby clothes.
Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."