domingo, 29 de outubro de 2006

Dream On

E mais uma vez, os sonhos teimam em se "desligar". E os olhos passeiam perdidos pelos ambientes por onde passa. Tudo parece nada. O mundo desaba à minha volta. E desaba sobre mim. Mais uma vez a dificuldade em enfrentar o mundo real teima em abrir os portões do irreal, do imaginário. E é difícil não fugir, não se abrigar... A esquizotimia ainda sonha em se tornar uma esquizofrenia e eu ali, no meio, brigando para manter a sanidade.
O fundo do poço, afinal, não me parece mais tão desesperador. Não grito mais que o "céu está caindo" e talvez já esteja me acotumando com o fundo. E assim minha vida medíocre segue, sem rumo, sem prumo, dolorida... Queria muito que eu mesmo desse um tapa na minha cara e dissesse "Vamos! Reaja!", mas não tenho mais essa fé. E os dias se arrastam, e os sonhos parecem cada vez mais o único lugar de paz.
Enquanto o Grande Irmão vigia minha vida e sou repreendido, preso e torturado, só me vem o pensamento que não adianta mais brigar contra o Sistema. E eles ainda teimam em me lobotomizar com seus métodos Ludovicos, mas minha cabeça ainda teima em sonhar...
Só sei que Oz Durden fica cada vez mais forte, enquanto minha cabeça entra em colapso. Não consigo reagir mais. O muro cresce e cresce. E Slumberland parece mais que um refúgio. Como o Perpétuo Sonho teve que ouvir de sua irmã, meu palácio e o mundo dos sonhos precisam ser recontruídos, já que andam meio abandonados. Não seria esta a melhor hora? Deixar um para cuidar do outro? Afinal, quem eu achava que precisava de mim não precisa tanto assim e eu ainda me sinto sozinho mesmo com tantas pessoas à minha volta.
Antes permanecer vivo na lama a ficar morto no palácio, servindo de enfeite para meus inquisitores.

postado por Oz (The Dead) às 11:04 AM |

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

12:01

Engraçado como a gente vai ficando velho (mais!) e começa a passar por “momentos nostálgicos” (termo usado por Easy Eight), relembrando coisas que gostávamos no passado. Meus “remembers” são quase sempre musicais, então resolvi fazer um “info-post” sobre meus períodos musicais, hehe.

E lá vamos nós...

Quando? 1991
O quê? Guns’n’Roses
- Meu primeiro contato com o rock foi com o som da moda, como acontece com a maioria dos adolescentes. O Exterminador do Futuro 2 tava nos cinemas e o clipe de You Could Be Mine passava a cada 30 minutos na MTV. Não sei porque, mas comecei a gostar de rock e achava o máximo o estilão do Slash!

Quando? 1992
O quê? Black Sabbath e Iron Maiden
- Melhor época! Deixei o cabelo crescer e ia na Galeria do Rock morrendo de medo de levar uma surra dos punks ou dos Carecas pra gastar o parco dinheirinho em LPs e camisetas com o Eddie estampado pra causar na escola! Hoje a Galeria ficou pop, assim como seus preços...

Quando? 1993
O quê? Venom, Deicide, Slayer, Obituary, Canibal Corpse e black, death e trash afins...
- Roupa preta, cabelo comprido (!), falar mau de grunge (como fazem com o emo hoje), cara de mau... Eu comecei a sair mais e fiz um monte de amigos headbangers “do gueto”, hoje conhecidos como “podreiras”. Muita cachaça e muito bate-cabeça! Bons tempos...

Quando? 1994
O quê?
Butthole Surfers, Faith No More, White Zombie...
- Época das bizarrices emetivianas! Tudo que era meio tosco e com clipes loucos eu gostava, hahaha.

Quando? 1995
O quê? Led Zeppelin, Rush, Deep Purple e velharias em geral.
- Depois de um período conturbado e rebelde, eu fiquei um pouco mais sossegado, até porque tava estudando pro vestibular (que não vingou!). Graças ao filme Woodystock e a alguns amigos caseiros, eu comecei a ouvir o bom e velho rock’n’roll dos anos 70 e final dos 60, no melhor estilo “hippie-recolhido” (Lebowski). Também foi quando eu comecei a viajar mais nas histórias que criava, hehe.

Quando? 1998
O quê? Offspring, Misfits, Suicidal Tendencies.
- Eu comprei uma bike Freestyle e cismei que com 21 anos eu poderia andar entre os skatistas de 14 a 16. Ledo engano... Pelo menos serviu pra manter uma mente mais aberta em relação à música. Eu percebi que não dava mais pra criticar outros estilos e dizer “nunca vou ouvir isso”, como muitos amigos meus faziam...

Quando? 2000
O quê? Dream Theater, Whitesnake e Queensryche.
- Sabe como é... Namorando, ela curtia, comecei a curtir... Mas foi bom demais! Até hoje eu ouço “A Change of Seasons” com os pelos do braço arrepiados! Hehe.

Quando? 2003
O quê? System of a Down, Korn e Slipknot.
- Um pouco mais antenado com um som mais atual, depois de ouvir “Aerials” e ver o clipe de “Freak On A Leash”, eu comecei a curtir o tal do new metal. Que de novo não tinha nada! Hahaha. Também foi quando passou The Osbournes na tv e começou a me bater “momentos nostálgicos”, hahaha. Tipo “Pô, será que eu virei um ex-roqueiro?”

Quando? 2005
O quê? White Stripes, Queens of the Stone Age, Black Rebel Motorcycle Club e Yeah Yeah Yeahs.
- Bandas novas e mais “atuais” finalmente começaram a parecer boas pra mim! Virei MTV-maníaco depois de velho (pra MTV eu sou velho!) e graças à Internet, banda boa é aquela q eu achei da hora naquele momento e consigo baixar uns mp3, hahaha.

Quando? Hoje
O quê? De tudo um pouco e ainda mais!
- Não leio rótulos, não visto música e não dou a mínima pra discussões sobre o “futuro do rock”. Ouço tudo que to afim e se eu gosto de uma banda nova, não to nem aí se ela presta ou não. Curto música por curtir. Uso ela pra escrever, pra pensar, pra se divertir! No meu PC tem rock de todos os estilos e épocas e eu ouço elas numa seqüência sem lógica nenhuma, só emoção. E não é isso a função da arte? Quem olha meu MSN vê mudar de Subways pra Venom e Blue Cheer em seguida. Falta de identidade musical? Eu não sou músico, sou consumidor!



É, é isso.

*post feito ouvindo MC5 e Kyuss.

postado por Oz (The Dead) às 11:39 PM |

domingo, 15 de outubro de 2006

Nada A Perder

- E aí?
- Fala.
- De boa?
- Nada. Fudido.
- Eita! Por que?
- Por que eu não sei. Bem queria saber pra quem perguntar... Mas que tô, tô!
- Haha. Seria bom se pudessemos chegar pra alguém e perguntar por que as coisas acontecem como acontecem, né? Deus deveria ter um Serviço de Atendimento ao Consumidor.
- Sei não. Iriam burocratizar a coisa, sabe... "Pois não? O senhor está fudido? Preencha o DRTC, registre no 7o. Cartório Celestial, pegue uma senha e dirija-se so guichê número 143".
- Hahaha.
- Depois iriam tercerizar o telemarketing, contratando gente por salário baixo que diria "nós vamos estar encaminhando seu pedido de reavaliação da vida, estaremos avaliando sua situação e entrando em contato com o senhor assim que possível". Tô fora.
- Mas será que resolveria?
- Duvido. Acho que continuaria fudido. Possívelmente puto também.
- ...E estressado.
- Não, isso eu já estou. Além do mais, esse serviço de SAC já existe a uns 1.700 anos... E já entraram na fase do custo baixo e muito marketing emocional... "Venha hoje mesmo e faremos um milagre para você!" É foda.
- Dizem que temos que descobrir sozinhos por que estamos fudidos e mudar o curso das coisas... Evoluir, entende?
- "O Profeta" estréia só amanhã. Talvez Tyler Durden estivesse certo, somente quando perdemos tudo e vemos que não temos mais nada a perder e aí estamos livre para fazer o que nutre a nossa alma...
- De qualquer forma, mais fudido você não vai ficar...
- Você que pensa. Sempre pode-se ficar mais fudido! É uma lei universal! Mas de qualquer forma, não custa tentar, não é?
- Pois é.
- É, é isso. Acho que é. Não é?
- Deve ser.
- Beleza.

postado por Oz (The Dead) às 1:05 PM |

domingo, 1 de outubro de 2006

Revollution Calling

Oz caminha pelo Limbo à procura de respostas. Karin, o mestre em forma de um gato branco se aproxima.
- Já faz um tempo que não lhe vejo, Oz.
- Eu sei. Vida conturbada...
- Muitas coisas aconteceram durante esse último ano. É natural a confusão em sua mente.
- Muitas coisas ruins...
- Se você pensar que são, serão. Vale o que você fará com essas coisas que aconteceram. Que decisões tomará com tanta informação.
- Eu não sei. As conclusões a que chego são sempre as mesmas. Mas me parece que já é mio tarde... Não estou preparado, acho.
- Você morreu, voltou. Foi ao futuro, sonhou e sonhou. Construiu e destruiu dois mundos. Teve outro destruído. Muita carga emocional. É normal a sensação de desânimo.
- E agora?
- Você sabe o que fazer. Já entendeu. Só precisa escolher e tomar a atitude. Fazer, entende? Há alguém que pode te ajudar...
Um flash. Escuro. Noite. Hell City ou algum lugar parecido. Um velho apartamento. Oz sentado no sofá.
- Olá. De novo.
OLh apara o lado. Uma mulher bem branca, pálida até, toda de preto e um ankh no pescoço.
- Oi. Sou o Tim Hunter agora?
- Hahaha. Às vezes esqueço desse seu jeito engraçado. Não, você não é o Tim. Você é o Oz. Quando vai entender isso?
- Eu não sei mais quem sou...
- Ah, de novo com essa ladainha? Já não perdeu tempo demais com isso? Você é quem você é. Só precisa aceitar isso. Enquando continuar tentando se encaixar numa vida que não é a sua, vai continuar passando por isso e o tempo vai passando...
- Fácil falar, difícil fazer.
- Lá vem você com seu bordão.
- Eu só me sinto perdido, só isso...
- E não estamos todos nós? Não pense no que fazer. Faça. Escolha um caminho e comece a caminhá-lo.
- Vou tentar.
- Não tente. Faça. Você não é eterno pra perder tanto tempo.
- ...
- Mas lembre-se: você é o Oz. O resto é prisão, casca. Quando entender isso, vai encontrar um jeito de viver isso na realidade, sem ser irresponsável e imaturo. Na verdade, vai assumir com mais atitude a responsabilidade por sua vida...
- Então é isso? Já que tô no fundo do poço, o que tenho a perder, não é mesmo? Recomeçar do zero...
- Tá começando a entender. Olha, toma isso.
Ela lhe dá um pequeno envelope.
- Até mais.
Outro flash. Ela some. Oz abre o envelope e encontra um pequeno cartão. "Arkhan Comic Store".
- Hum... Hora de acordar.
A luz fraca que entra no quarto judia dos olhos sonolentos. Oz está em casa, na cama. Um novo dia se inicia.

postado por Oz (The Dead) às 1:49 PM |





*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior.

Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...


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Snot is running down his nose
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Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."