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E mais uma vez, os sonhos teimam em se "desligar". E os olhos passeiam perdidos pelos ambientes por onde passa. Tudo parece nada. O mundo desaba à minha volta. E desaba sobre mim. Mais uma vez a dificuldade em enfrentar o mundo real teima em abrir os portões do irreal, do imaginário. E é difícil não fugir, não se abrigar... A esquizotimia ainda sonha em se tornar uma esquizofrenia e eu ali, no meio, brigando para manter a sanidade. O fundo do poço, afinal, não me parece mais tão desesperador. Não grito mais que o "céu está caindo" e talvez já esteja me acotumando com o fundo. E assim minha vida medíocre segue, sem rumo, sem prumo, dolorida... Queria muito que eu mesmo desse um tapa na minha cara e dissesse "Vamos! Reaja!", mas não tenho mais essa fé. E os dias se arrastam, e os sonhos parecem cada vez mais o único lugar de paz. Enquanto o Grande Irmão vigia minha vida e sou repreendido, preso e torturado, só me vem o pensamento que não adianta mais brigar contra o Sistema. E eles ainda teimam em me lobotomizar com seus métodos Ludovicos, mas minha cabeça ainda teima em sonhar... Só sei que Oz Durden fica cada vez mais forte, enquanto minha cabeça entra em colapso. Não consigo reagir mais. O muro cresce e cresce. E Slumberland parece mais que um refúgio. Como o Perpétuo Sonho teve que ouvir de sua irmã, meu palácio e o mundo dos sonhos precisam ser recontruídos, já que andam meio abandonados. Não seria esta a melhor hora? Deixar um para cuidar do outro? Afinal, quem eu achava que precisava de mim não precisa tanto assim e eu ainda me sinto sozinho mesmo com tantas pessoas à minha volta. Antes permanecer vivo na lama a ficar morto no palácio, servindo de enfeite para meus inquisitores.
Engraçado como a gente vai ficando velho (mais!) e começa a passar por “momentos nostálgicos” (termo usado por Easy Eight), relembrando coisas que gostávamos no passado. Meus “remembers” são quase sempre musicais, então resolvi fazer um “info-post” sobre meus períodos musicais, hehe. E lá vamos nós...
*post feito ouvindo MC5 e Kyuss.
- E aí? - Fala. - De boa? - Nada. Fudido. - Eita! Por que? - Por que eu não sei. Bem queria saber pra quem perguntar... Mas que tô, tô! - Haha. Seria bom se pudessemos chegar pra alguém e perguntar por que as coisas acontecem como acontecem, né? Deus deveria ter um Serviço de Atendimento ao Consumidor. - Sei não. Iriam burocratizar a coisa, sabe... "Pois não? O senhor está fudido? Preencha o DRTC, registre no 7o. Cartório Celestial, pegue uma senha e dirija-se so guichê número 143". - Hahaha. - Depois iriam tercerizar o telemarketing, contratando gente por salário baixo que diria "nós vamos estar encaminhando seu pedido de reavaliação da vida, estaremos avaliando sua situação e entrando em contato com o senhor assim que possível". Tô fora. - Mas será que resolveria? - Duvido. Acho que continuaria fudido. Possívelmente puto também. - ...E estressado. - Não, isso eu já estou. Além do mais, esse serviço de SAC já existe a uns 1.700 anos... E já entraram na fase do custo baixo e muito marketing emocional... "Venha hoje mesmo e faremos um milagre para você!" É foda. - Dizem que temos que descobrir sozinhos por que estamos fudidos e mudar o curso das coisas... Evoluir, entende? - "O Profeta" estréia só amanhã. Talvez Tyler Durden estivesse certo, somente quando perdemos tudo e vemos que não temos mais nada a perder e aí estamos livre para fazer o que nutre a nossa alma... - De qualquer forma, mais fudido você não vai ficar... - Você que pensa. Sempre pode-se ficar mais fudido! É uma lei universal! Mas de qualquer forma, não custa tentar, não é? - Pois é. - É, é isso. Acho que é. Não é? - Deve ser. - Beleza.
Oz caminha pelo Limbo à procura de respostas. Karin, o mestre em forma de um gato branco se aproxima. - Já faz um tempo que não lhe vejo, Oz. - Eu sei. Vida conturbada... - Muitas coisas aconteceram durante esse último ano. É natural a confusão em sua mente. - Muitas coisas ruins... - Se você pensar que são, serão. Vale o que você fará com essas coisas que aconteceram. Que decisões tomará com tanta informação. - Eu não sei. As conclusões a que chego são sempre as mesmas. Mas me parece que já é mio tarde... Não estou preparado, acho. - Você morreu, voltou. Foi ao futuro, sonhou e sonhou. Construiu e destruiu dois mundos. Teve outro destruído. Muita carga emocional. É normal a sensação de desânimo. - E agora? - Você sabe o que fazer. Já entendeu. Só precisa escolher e tomar a atitude. Fazer, entende? Há alguém que pode te ajudar... Um flash. Escuro. Noite. Hell City ou algum lugar parecido. Um velho apartamento. Oz sentado no sofá. - Olá. De novo. OLh apara o lado. Uma mulher bem branca, pálida até, toda de preto e um ankh no pescoço. - Oi. Sou o Tim Hunter agora? - Hahaha. Às vezes esqueço desse seu jeito engraçado. Não, você não é o Tim. Você é o Oz. Quando vai entender isso? - Eu não sei mais quem sou... - Ah, de novo com essa ladainha? Já não perdeu tempo demais com isso? Você é quem você é. Só precisa aceitar isso. Enquando continuar tentando se encaixar numa vida que não é a sua, vai continuar passando por isso e o tempo vai passando... - Fácil falar, difícil fazer. - Lá vem você com seu bordão. - Eu só me sinto perdido, só isso... - E não estamos todos nós? Não pense no que fazer. Faça. Escolha um caminho e comece a caminhá-lo. - Vou tentar. - Não tente. Faça. Você não é eterno pra perder tanto tempo. - ... - Mas lembre-se: você é o Oz. O resto é prisão, casca. Quando entender isso, vai encontrar um jeito de viver isso na realidade, sem ser irresponsável e imaturo. Na verdade, vai assumir com mais atitude a responsabilidade por sua vida... - Então é isso? Já que tô no fundo do poço, o que tenho a perder, não é mesmo? Recomeçar do zero... - Tá começando a entender. Olha, toma isso. Ela lhe dá um pequeno envelope. - Até mais. Outro flash. Ela some. Oz abre o envelope e encontra um pequeno cartão. "Arkhan Comic Store". - Hum... Hora de acordar. A luz fraca que entra no quarto judia dos olhos sonolentos. Oz está em casa, na cama. Um novo dia se inicia.
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*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior. ![]() PerfilDead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido... Posts Antigos
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