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1993 Flávio, 16 anos, pega o trem em Santo André sentido Ribeirão Pires. O jovem roqueiro e sua camiseta recém comprada do Black Sabbath iam pro Bar do Biskate, onde esse que vos fala era conhecido pelo curioso apelido de Chiclete. O trem passa por um corredor de pedras, no meio de uma montanha, antes de chegar em Ribeirão. Flávio sente como se aquilo fosse uma espécie de portal e ele estaria entrando num novo mundo. 2006 Oz, 29 anos, pega o trem em Santo André sentido Ribeirão Pires. Novamente passa pelo vale na montanha e lembra da história do portal. "Até que pode ser verdade", pensou. Ao chegar, reencontrou a Turma do Bar do Biskate, que não via a mais de 10 anos. Tudo porque, devido a uma estranha coincidência cósmica (uma bruxa com quem já fiquei e que também estava lá, com seu "marido" - que por sinal, fui eu que o apresentei a ela - diz que "nossos kharmas estão ligados", ou qualquer coisa parecida). Eu estava lá porque a Fran, uma grande amiga (que já foi citada num post no M.Oz-3) disse que o pessoal iria se reunir e seria legal se eu fosse. Fiquei emocionado quando cheguei lá e revi o pessoal, mas mais ainda quando, assim que entrei no bar (não o do Biskate, que não existe mais, mas o do B.A. :P), todos me reconheceram e começaram a cantar "O chiclete que você mastiga não é igual ao meu! O meu chiclete faz ploc, o seu chiclete faz bum!" (eles sempre cantavam isso pra me zuar! =/) É legal sentir que você é lembrado e que tem gente que tem saudade de você e gosta de você pra caralho. Relembramos as histórias de minha fase headbanger. Rimos muito. Legal foi ver como aquela turma vive ainda hoje. São pedreiros, metalúrgicos, açougueiros, assistentes administrativos, ou seja, gente como eu, sem um tostão no bolso, mas que nem por isso deixam de cutir o que gostam. Lá eu era um dos caçulas e foi com aquela turma de 30 e poucos anos que eu enxerguei coisas que a muito tempo não conseguia mais ver. Coisas que realmente importam, como aproveitar a vida ao máximo, de maneira responsável, porque daqui nada se leva. Viver em São Paulo faz com que fiquemos escravos do modelo de consumo. "Precisamos" ter carro, ter celular, camera digital, frequentar os lugares certos, se relacionar com as pessoas certas, seguir um "modelo de vida". Mas na verdade são poucos os que conseguem fazer isso sem sacrificar um lado de suas almas que lhes fará falta mais tarde. Vi que tem cara mais fodido que eu, também com filho pequeno, também com problemas, mas que está mais feliz do que eu, porque não se afastou daquilo que faz parte de quem ele é. Do que nutre sua alma! Estava tão preocupado com o "ter" e o "fazer" que tinha já esquecido do "ser". Ser quem sou. Procurar enriquecer a vida com coisas que realmente importam! Tenho que agradecer à Turma do Bar do Biskate (Fran, Mineiro, Rafinha, Basílio, Mendigo, Fernando, Fabiano Maiden, Lo-Pan, Álvaro, Valquíria e muitos outros que infelizmente já tinham partido quando cheguei lá) por isso! =D Long live rock'n'roll!!! *Xtras: - template novo só de ilustrações do Angeli, que eu gosto pra caralho! - estão faltando algumas coisas no menu, que eu vou adicionando conforme o tempo. ;)
![]() Depois de muitas idas e vindas, eu achei que estava livre da Crise do Final do Ano, da qual sou acometido todos os anos nessa época e que me deixa meio "charlie brown". O que resta? Entupir-me de rock velho, quadrinhos velhos, séries, filmes, samuca e seja lá mais o que for... Ô aninho difícil esse! "2006, o ano emo!" Tá anotado! =P
*Essa é a segunda parte da exclusiva entrevista que os Oz cedeu a si mesmo! - Você tem inimigos, Oz? Oz: - Não, acho que não. Mas sei lá. Sempre tem algumas pessoas de quem a gente não gosta, ou que não gostam da gente. Até mesmo alguns amigos meus de repente tornaram-se uma espécie de inimigo, sem mais nem menos. Outros simplesmente me ignoram. Paciência, o que eu posso fazer? (faz uma pausa e fica pensativo) Eu adorava o Genghis Khan, sabe? Ele me parecia bem inteligente e ousado e até um pouco parecido comigo em algumas alienações e paranóias... Mas um dia ele se mostrou um bobão infantil que achou que eu queria tomar a Mongólia dele. Quis me atingir, me destruir... Mas eu detesto combates. A não ser que realmente valha a pena! Eu gostava da Mongólia, mas tive que deixá-la. Ah, claro, ele também a perdeu! Agora sei porque o nome daquele documentário é “Genghis Khan – A fúria mongol”. (risos) Entende o que eu quero dizer? - Hum... Não. Oz: - Melhor assim. (risos) É tudo uma questão de amizade. Para se manter uma amizade, certos tópicos nunca devem ser postados... - Você não parece ser uma pessoa de muitos amigos, apesar de ser simpático... Oz: - Eu tenho poucos amigos e alguns eu nunca vi pessoalmente. Nunca fui muito sociável. Por isso costumo dizer pro pessoal que só conheço pela Internet que eles vão se decepcionar se me conhecerem pessoalmente... Acredito que quanto mais amigos você tiver, melhor. Mas tem que ser bons amigos, sabe? Daqueles que te aceitam como você é e suportam as suas idiossincrasias e momentos emos eu todos temos! (risos). Eu sou uma pessoa difícil, muito estressado, meio paranóico e com crises existenciais a cada espirro. (mais risos) - Você está passando por uma dessas crises agora? Oz: - Estou saindo de uma. Algo me diz que é a última. Minha vida precisa de mim e não posso ficar perdendo tempo mais com essas coisas. Apesar de me sentir mais “exilado” do que antes, sinto como se devesse viver intensamente dentro de mim mesmo pra conseguir viver no mundo real e fazer o que deve ser feito. Sem falar do meu filho. Ele precisa de mim. Eu acho... (risos) - Como está a vida de papai? Oz: - Ah, bom. Mas poderia ser melhor. O fato de morar a 30km da casa dele e não ter condições de morarmos juntos ou mais perto acaba causando um certo ar de melancolia. Eu tento não ficar tão ausente, aproveitando os poucos momentos com ele. Ele é muito esperto e doidinho. Puxou uma coisa da mãe e outra do pai. (risos) Ah, a beleza também puxou da mãe! (mais risos) Ele é uma graça! (pausa, fica pensativo) É engraçado como o que dizem é verdade... Você vai vivendo, enrolando a vida... Mas quando se tem um filho a cabeça da gente muda. Começamos a pensar se existe significado em uma atitude e ficamos pensando coisas do tipo “o que meu filho vai achar se eu fizer isso” ou “esse é o pai que eu gostaria que meu filho tivesse?” Ajuda a dar mais apoio pra tomarmos mais atitudes reais, a realmente começar a correr atrás da coisas... - Um novo Oz está surgindo? Oz: - (risos) Sei lá, acho não. Acho que é mais uma releitura do velho Oz. Eu ando muito saudosista e nostálgico... E é isso que a Versão Zero representa. Buscar apenas o que realmente conta lá do passado e usá-lo como referência para um novo começo. No momento só o que sei é que adoro sonho de padaria e vou comê-lo enquanto puder e até enjoar! (risos) Buscar uma vida mais equilibrada e satisfatória, construir minhas bases e viver o presente! É isso. *Xtras: - Atualizei os links no menu! =) - Projetos que estou desenvolendo no momento, todos ao mesmo tempo: * Saga Zero * Novo vídeo da Jubispo * Roteiro de animações pro Easy Eight fazer * Novo template * Oz em quadrinhos =P
Oz Entrevista: Oz * (eu pretendo entrevistar alguns outros blogueiros, mas nada melhor do que começar consigo mesmo, levando o mote “conheça a ti mesmo” ao pé da letra). É realmente inimaginável entrevistar alguém como o Oz. Em seu quarto, entre milhões de livros – quase todos do seu pai, segundo ele – ele tenta se encontrar numa bagunça generalizada. Cds, quadrinhos, revistas de cinema, livros de auto-ajuda e filosofia, coisas velhas... Nesse ambiente tosco e inumano, em meio a pensamentos e devaneios, eu tive a coragem de entrevistá-lo. Muitos risos ( o Oz ri à toa) e delírios depois, eis o resultado: - Bom, vamos começar com essa história de “Oz”. De onde veio isso? Oz: - Ah, sei lá cara. Eu gosto de dizer que é uma mistura de referências de coisas que eu gosto, como Ozzy Osbourne, a série Oz e Watchmen (o personagem Ozymandias) e até o Yoda (criado e dublado pelo Frank Oz nos filmes antigos de Star Wars). Até inventei uma possível alusão ao Mágico de Oz, já que aquele Oz era um ilusionista que vai prum outro mundo e todo mundo acha que ele é mágico, feiticeiro, já que eu criei meu próprio Mundo e vivo nele a maior parte do tempo. Mas na verdade eu gosto de acreditar que uma entidade pandimensional hiperinteligente e um tanto quanto desmiolada se apossou da minha mente, sussurrando histórias absurdas com conteúdo de contexto filosófico atemporal. - Sei. E essa história de Versão Zero? Outro blog? Já é o quarto, não é? Oz: - Pois é. Isso é meio complicado... (fica pensativo) Eu caí nessa coisa de blog de para-quedas, a quase 3 anos e devo dizer que ainda tô perdido pra cacete. (risos) Eu fiz um blog no Blig que era bem ruinzinho, aí mudei pro Weblogger e tive a idéia de botar “versão 2.0” nele. Após uma crise de identidade – eu tenho muitas, sabe? (risos) – eu destruí ele e fiz o Mundo de Oz III, com histórias mais fantásticas. Esse foi um ano difícil e eu tô tentando recomeçar tudo do zero, por isso o novo blog tem esse nome. Mas não se preocupem, esse é o último! (risos) Ou o primeiro, sei lá. (mais risos). - Você tem muitas crises emocionais. Você é emo? Oz: - Hahaha. Nem fodendo! Nada contra, afinal o mundo é livre pra cada um ser o viado que quiser! (risos) Acho que é uma questão de sensibilidade afetiva que eu tenho. Eu sou paranóico e neurótico pra caramba. Daí pro melodrama é um pulo! Ma eu tô aprendendo a me controlar... Meu gosto musical é bem variado... Dentro do rock, é claro! (risos) Mas eu gosto mesmo é de metaaaalll! (fala com voz fina e fazendo sinal com a mão, sem noção de ridículo). - Os metaleiros também amam, rs? Normalmente headbangers estão associados a uma imagem mais grotesca... Como o Rob Zombie. Oz: - Putz. Eu sou do fã do Rob! Isso é balela! Coisa de esteriótipo da Globo, rs. Além do mais, eu não sou headbanger, só gosto de rock menos pop e um pouco mais barulhento e pesado, só isso. E sou um amor de pessoa... Tem gente que reclama porque eu não mato nem barata! (risos) Acho que é uma coisa meio zen-budista, taoísta, sei lá... - Você segue alguma religião? Oz: - Nada. Não gosto de religiões. Pra mim elas são um ópio, feito pra suprir a necessidade das pessoas de não se sentirem responsáveis por suas próprias vidas, como uma criança que precisa de um pai ou mãe pra dizer o que fazer. Ela enfraquece quem se entorpece com esse ópio. Mas também faz bem pra muita gente. Ajuda a mudar conceitos, ser mais humilde, entender alguns mistérios inexplicáveis... Eu tenho uma visão mais prática da vida e isso às vezes incomoda muita gente... Fazer o quê? Já pensou se eu matasse meu vizinho porque ele ouve hinos evangélicos numa altura que me incomoda? É isso que a turma do Oriente Médio não entende... Sei lá, é minha opinião. - Mas aí teríamos que considerar o lado político também. No caso do Oriente Médio... Oz: - Cara, religião e política têm as mesmas raízes! Eu não falo sobre política. É bastante provável que você nunca irá encontrar um post político no meu blog. Por que? Porque a política é outro ópio. Ela está longe do nosso alcance. Democracia, “escolha de voto para mudar o país”, isso é tudo besteira. A turma de cima controla o poder e ilude o povo que acha que tem alguma participação. Bobagem. Existe um sistema e ele é orgânico. Ele precisa funcionar, independente da minha ou da sua opinião. Já se foi o tempo de caras de moicano distribuindo panfletos para executivos na Avenida Paulista. Há uma certa verdade na frase “adapte-se ao sistema ou morra”. Na verdade, acho que um pouco de inteligência e oportunismo, com responsabilidade por si mesmo, faz com que você fique em paz com o sistema e ele com você, rs. Por essas em outras que não escrevo sobre política. Já a religião, eu gosto de brincar com ela. (risos) - É isso que você quer dizer com “recomeçar do zero”? Assumir a responsabilidade por sua vida? Oz: - De certa forma. Eu tive uma vida meio “suspensa”, sabe. Passei minha infância com medo do meu pai e imerso num mundo dentro da minha mente, o que me trouxe bastante problemas com os colegas de escola e com as meninas (risos). Na dolescência eu botei tudo abaixo e comecei a ser mais “eu mesmo”, mas de uma maneira meio inconseqüente... Aí vieram os 10 anos de angústia, que eu costuma chamar de Era Freeze. (risos) Eu fiquei tentando me adaptar ao mundo, tentando ser um cara normal... Isso me custou tempo e cabelo! (mais risos) Acho que já passou da hora de viver minha vida conforme minha cabeça. Construir meu caminho, com responsabilidade e independência. Sei que não será fácil. Mas nunca foi... - Isso inclui novos projetos? Fiquei sabendo que você está com alguns projetos em andamento. Oz: - Ah, tem um monte de coisas rolando aí... Mas eu não posso dizer não. Senão não faço! (risos) Eu ando numa fase de despertar, sabe? Muitas idéias querendo sair! Fiquei congelado por muito tempo e isso acabou lotando a minha gaveta com idéias e projetos que não vingaram. Tenho muito o que fazer e realmente acho que agora vai! (risos) - Soube que você está escrevendo outra saga. E tem alguns projetos que já estão quase prontos... Oz: - É. A “Saga Zero” deve começar em breve e vai até Outubro do ano que vem. Vai ter muitas influências e referências malucas que só eu entendo (risos), como sempre tem. Só que dessa vez eu tô tentando resgatar algumas influências do passado que foram muito importantes para a biblioteca da minha imaginação, rs. Eu e o Easy Eight estamos trabalhando numas idéias audiovisuais aí e algumas séries do Oz devem voltar, pra delírio de alguns e desgraça de todos. (risos). Essa foi a primeira parte da entrevista com o Oz. Não perca a segunda e última parte, onde Oz fala sobre seus amigos, como está sendo ser pai pela primeira vez, cinema, música e sonho de padaria. Até lá! * Xtras: (pq toda boa idéia, mesmo de um cara q não enxerga o potencial q tem, deve ser copiada) - Pensamentos: “Só amanhece o dia para o qual estamos despertos”. (Henry David Thoureau) “Não há nada a fazer senão ser”. (Stephen Levine) “Salve! Eu sobrevivi sem ter de encontrar Jesus!” (Angeli – Revista Piauí No. 2) - Meus óculos atuais quebraram enquanto eu dormia e sonhava (sim, às vezes eu esqueço de tirá-los e sonho de óculos). Para não ficar sem óculos – infelizmente eu preciso de óculos para ver o mundo – estou tendo que usar óculos antigos que encontrei no fundo da gaveta, mas eles me dão dor de cabeça! >.< Preciso de novos óculos! Mais duráveis, modernos e que têm mais a ver comigo... (notaram como o texto soou psico-filosófico? ) ¬¬ - Eu, a Juliana e o Rafa fizemos um vídeo inspirado nos comerciais da IBM, sobre a "vida digital" da Ju. Vejam lá: http://www.youtube.com/watch?v=WGbfpxia0SI
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*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior. ![]() PerfilDead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido... Posts Antigos
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