domingo, 24 de dezembro de 2006

2006 - O Ano Que Mudou Minha Vida

Antes de tudo, devo dizer que esse ano foi uma merda!
Mas até que foi bom...
"Peraí? Como assim?" o.O

Bem, 2006 foi um ano de merda cheio de erros, frustrações, privações etc e tal.
Eu me vi numa situação financeira totalmente falida, num sub-emprego miserável, meu relacionamento ruiu a ponto de criar um abismo bem no meio, eu e meu pai quase saímos na porrada umas 10 vezes e todo o peso de uma década de sonhos perdidos e frustrações vieram a tona, me fazendo mergulhar em crise atrás de crise.
Mas por outro lado, depois de muito tempo, sinto que eu realmente mudei. Mudei minha maneira de pensar e agir, minha percepção das coisas. Não tenho tanto medo mais de cometer erros (visto que fui educado por anos para "não cometer erros"), com a diferença de que, ao contrário da minha adolescência, agora tenho consciência dos meus atos e de que minha vida é responsabiliade minha. Verdadeiramente, e não falando por falar. Não tenho tanta pressa de sair do lugar, até porque, como não sabia para onde ir, essa pressa não me levou a lugar nenhum.
Hoje tenho consciência dos meus defeitos e dos meus males (paranóia, neurose, auto-estima em desequilíbrio, preguiça, orgulho, inveja, dependência...), o que faz com que possa ficar mais atento a eles, trabalhá-los para que diminuam ou sumam de uma vez. Foi nesse ano que, depois de 29 anos de medo, resolvi mandar meu pai à merda e lidar com as consequencias. Foi nesse ano que passei a enchergar o amor de forma diferente, menos aquela coisa de "cachorrinho" e mais uma coisa de troca, aprendizado e respeito.
Sem falar na chegada do Samuel, que não mudou a minha vida da maneira que todo mundo diz, quando "se tem um filho", mas com certeza trouxe uma luz para a minha alma e me despertou para um nível de maturidade que vinha faltando. O jeito maluquinho dele e a maneira que ele ri para coisas que achamos bobas ao invés das palhaçadas extremente planejadas que fazemos me fez repensar muitas coisas.

Ainda estou sendo vítima da CFA (crise de final de ano) que, junto com a pressão psicológica do meu aniversário de 30 anos que se aproxima e de uma análise de como anda minha vida, vem me atormentando 24hs por dia. Mas, diferente dos outros anos, sinto que o final dessa vai ser diferente. Não cheio de promessas ou desilusões, mas sim a aceitação de algumas coisas, percepção de outras e aplicação de atitudes reais para a construção de uma nova vida.

Ainda estou morto. Me sinto assim. Mas preciso ressussitar! Despertar!
Preciso de um tempo, realmente.
Para as montanhas já!!!

Um bom Natal e um 2007 revolucionário!

postado por Oz (The Dead) às 11:10 AM |

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Devil Is Singing Our Song

continuando...

O Início (2)


Oz caminhou pelos corpos estendidos no chão sem se importar muito com eles. O ar sombrio de noite eterna parecia já não mais assustá-lo. Olhando para os lados viu os demônios todos prostados cada um num ponto alto em meio àquelas trevas. Pareciam esperar por alguma coisa. Oz não se preocupou. Caminhou e chegou até à porta de um enorme e vermelho castelo feito de ossos, víceras e pesadelos. Um enorme ser com corpo de soldado e cabeça de rato guardava a entrava.
- É a segunda vez que você vêem aqui. - disse o guardião.
- Eu sei. Mas da outra vez eu não sabia o que estava fazendo aqui e nem que lugar era esse. Achei que era o Inferno.
- Hahahaha.
- Agora deixe-me passar, sim? Preciso falar com ele.
O enorme rato abre passagem e os enormes portões do castelo se abrem.
- Seu palácio está bem melhor assim, não? - perguntou o guardião quando Oz passou por ele.
- Essa é a opnião de um rato. O lugar dele não é nas Trevas...
Lá dentro, Oz depara-se com um enorme salão cheio de corpos nus em orgia, uma música meio gótica, meio urrada tocando bem alto e decorada com ninfas demoníacas da parede ao teto. No centro do salão, um homem alto e bonito o esperava num enorme e sinistro trono. Quando viu Oz entrando, levantou-se e revelou anormes asas de anjo. Negras.
- Resolveu aderir à causa, mago?
- Você sabe que não, Tio Mefis.
- Hahahahahaha. "Tio Mefis" foi a melhor! Eu adoro os apelidos que você me arruma! Veio buscar seu palácio, não é?
- Sabe que sim. Preciso reconstruir meu mundo.
- O quarto, creio eu. Isso descontando o zero. Você me conhece, sabe que não dou nada sem receber algo em troca. Além do mais, eu gosto dele assim...
- Prefiria mais quando as ninfas eram do Mucha. - disse Oz, apontando para as esculturas na parede. O que você quer? Sabe que minha alma não está à venda...
- Muito sme vendem a alma sem saber, dia-a-dia, quando escolhem morrer naquele mundo besta lá em cima. Mas não se preocupe, não quero sua alma. Sente-se. Vou pedir pra trazerem uma cerveja pra gente conversar...

O jovem Flávio entrou na loja meio cabisbaixo. Parecia que sua tentativa de dar significado à sua vida estava sendo em vão. Havia abandonado o mundo dos sonhos e das histórias e relmente se sentia meio morto, metaforicamente falando. Tentou se animar com coisas supérfluas, mas nada parecia lhe confortar. Seria a sua vida adulta apenas trabalho e aceitação da mediocridade do mundo real? Entrou e subiu até o estoque, onde trabalhava. Estava perdido em seus afazeres, quando ouviu alguém subir as escadas. Olhou. Era ela. Loira e alta, parecia forte e independente, mesmo que não fosse.
- Oi. Tudo bem?
- Tudo. E você?
- Tudo ótimo. Você me espera pra almoçar hoje?
- Claro. A gente vai junto.
- Então até lá.
Olhou para ele com olhar carinhoso e desceu as escadas, de volta ao trabalho. Um sorriso cobriu o rosto de Flávio, que perdeu-se em seus devaneios e lembrou-se de quando Oz libertou a Princesa Puka, lá em algum lugar do Limbo, em Slumberland. Pensou que talvez isso que estava sentindo pudesse mantê-lo no mundo real, mesmo que fosse um sentimento nada lógico e bastante emocional.

O velho fechou o livro e sorriu. Saiu carregando o livro. Desceu as escadas e caminhou até à saída do velho prédio. Muitos pareciam se incomodar com aquela fina chuva e aquele frio chato. Mas o velho somente sorria. Seu corpo cansado não parecia mais cansado. Sua calvicíe e dificuldades para caminhar pareciam ter sumido. Sua idade parecia nãolhe incomodar mais.
Olhou o mundo à sua volta.
Enormes gatos alados voavam nos céus rosados, guiados por empenhados guerreiros. Garotos levitavam num jardim próximo. Uma garota criava luzes com as mães, enquanto um cão ensinava uma mulher a cantar. Seres soturnos cavalgavam pela água e anjos iluminados sentiam a ira vermelha. Uma breve música cobria o ar, insessantemente... E pinguins. Pinguis para todo lado, atarefados e ocupados...

postado por Oz (The Dead) às 11:54 PM |

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Gita

Desânimo,
s.m. Falta de ânimo; abatimento, desalento; que perdeu o ânimo, desistiu.

Desânimo.
Cansado. Fraco, perdido. Imerso em pensamentos ruins e desastrosos sobre a própria vida. Não conseguir sair para trabalhar. Não ter forças para aguentar, largar ou superar o subemprego de renda insuficiente. Cansar-se das homéricas e quase físicas brigas com o pai. Sentir-se um lixo por não conseguir, ainda, ser independente e ver-se submetido à vontade alheia. Sentir-se mal por não conseguir ser feliz. Achar que nunca será feliz. Pensar em como é ruim ter um filho que mora a 30km, sabendo que não poderá vê-lo antes de domingo e que estará esgotado neste dia. Sentir falta dele. Sentir falta dela. Ter uma estranha convicção de que sua vida está uma merda e continuará uma merda po rmuito tempo. Não ter vontade de sair de casa nem para ir ao mercado, sabendo que seu índice de estresse aumentará ainda mai com isso. Não ver sentido mais em nada do que faz. Encontrar respostas vazia para perguntas básicas como "para que" e "por que". Sentir-se incapaz, vencido. Morto.

postado por Oz (The Dead) às 6:27 AM |

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Epic

Estava faltando as sagas malucas e lisérgicas do Oz neste blog? Não mais.
Iniciamos aqui uma saga que durará por muito tempo e será composta de vários posts avulsos, porém interligados. A saga sobre como tudo começou. Sobre o passado, o presente, ... e o futuro! HUAHUAHUAHUAHUA!!!
*(risada com eco padrão de Além da Imaginação)


Demos início então, à


SAGA ZERO

Se é que alguém vai ter saco pra ler tudo isso! =/
Hehe.

O Início (1)

Um velho caminha pelas ruas escuras e cruéis de Hell City. Parece sentir dor quando cada gota de chuva daquela fria manhã de Julho cai sobre seu ombro. Trazia consigo um embrulho em papel pardo. Parecia algo importante, porque ele fazia de tudo para não molhá-lo. Entrou num prédio velho, cheio de lojas fechadas, abandonadas. Pareciam lojas de discos e roupas. Subiu até o penúltimo andar e entrou por uma pequena porta de uma das lojas fechadas. Provavelmente morava ali. Via-se pelos móveis.
Ligou a tv. Uma notícia sobre uma organização religiosa e política que controla mentes e que fora descoberta. Procuravam quem denunciou, provavelmente um homem envolvido no assassinato de uma ruiva. Mas ele havia desaparecido. O velho deu um pequeno sorriso.
Sentou-se na velha mesa. Abriu o pacote. Um livro. Na capa, um único símbolo. Um ankh. Levantou os olhos e deu uma bela olhada pela sala. Parou em alguns encartes de jornal pregados na parede. "Oz continua desaparecido". "Reclusão virou anonimato total". "Família e amigos procuram por Oz". Deu outro sorriso e voltou-se novamente para o livro.
- É hora de voltar...
Abriu o livro.

- Ei, Flávio! Acorda!
Flávio abre os olhos. o jovem de 17 anos está dentro de um trem. Olha em volta. Seus amigos de camisetas pretas e cabelos compridos contunuam lá. Olhou para o lado. Um amigo seu lhe chamava.
- Cara, vocêm nem bebeu ainda e já tá de bode? Hahaha.
Com as duas mãos, Flávio puxa seus longos cabelos negros para trás e solta em seguida.
- Meu, tive um puta sonho esquisito.
- Trabalhar e estudar dá nisso. Dormindo no trem! Hahaha.
- Acho que vi o futuro...
- Ih, o que você fumou antes de vir pra cá? Te deram ácido?
- Nada, cara. Sei lá, às vezes eu tenho uns sonhos meio loucos...
O trem chega na estação.
- Vem. Vamo embora antes que os Carecas apareçam!
A turma chegua num bar cheio de roqueiros e cabeludos. Uma banda se esforça pra tocar Venom. Flávio se enturma, mas depois de pegar seu copo, se afasta, como sempre. Uma morena de olhos verdes e magnéticos se aproxima.
- Capricornianos são misteriosos...
- Como você sabe meu signo?
- Sei de muitas coisas.
Sem rodeios, ela o beija.
- E eu nem sei seu nome...
- Não precisa. Nós não vamos ficar juntos. Seu propósito é muito maior.
- Propósito?
Ela tira um baralho da bolsa.
- É um baralho cigano.
Ela senta no chão e espalha as cartas.
- Você é bruxa? - pergunta Flávio, sentando-se também.
- Sonhar com o futuro pode significar muitas coisas... Inclusive que você tem uma missão a cumprir. Pegue uma carta.
- Ah, saquei. Você deveria estar no trem com o pessoal. - diz, pegando uma carta.
- Hum... O messias. Você não é uma pessoa normal. Sua vida será difícil...
Ela se levanta.
- Bom, vou dar uma volta. Espero ter ajudado. Apesar que acho que vamos nos ver novamente.
- Espera! Que doida...
- Hahaha. Dirão a mesma coisa de você, hehe. Só lembre-se de ficar longe das trevas, ok. E lembre-se que elas nem sempre são o que parecem.
- Hein?
Ela se vai, não sem antes virar-se para dizer uma última coisa.
- Até mais, Oz. Boa ressureição.
Flávio fica lá parado, sem entender nada. Toma outro gole de cerveja e volta para o bar, sacudindo a cabeleira ao som da banda de metal.

- Flávio! Flávio! Tá no mundo da lua?
O pequeno garoto sai do transe e olha para a sua mãe.
- Agora sei o motivo do bilhete da escola.
- Que bilhete, mãe? Ah, o no caderno...
- É por isso que eu tive que vir falar com sua professora. No primário e já dando trabalho...
Foi aí que o garoto percebeu que estava na diretoria da escola. Uma senhora de óculos entrou. Sua professora.
- Dona Maria Inês, o que está acontecendo com meu filho?
- Também não sei. Eu tento fazer ele prestar atenção na aula, mas ele sai de foco, fica olhando para o nada, viajando... O íncrível é que ele tira boas notas. Não sei como...
De noite, já em casa, o garoto tenta não pensar que vai apanhar do pai porque a mãe teve que ir na escola. No seu canto do único quarto da casa de 2 cômodos, ele olha para o caderno.Em seguida, olha pela janela e adormece. Sonha.
Um enorme deserto. O garotinho caminha por ele como se aquele fosse seu mundo. Um enorme vazio por todos os lados. Avista uma figura no horizonte. Se aproxima. Vê um enorme e bizarro ser. Indefinível, apesar das vestimentas vermelhas e pretas. Olhando mais de perto percebe que trata-se de uma mulher. Linda.
- Pequenino, sabes que há um mundo a construir?
- Mundo? Isso é um deserto!
- Pois é no nada que se cria um novo. Você pode viver num deserto de vazio ou construir aqui seu mundo. Seu palácio!
- Mas isso não é um sonho?
- Sonho e realidade são palavras. Estás preparado, pequenino? Para derrubar as fronteiras que separam esses dois mundos e criar um novo?
- Mas...
- As pessoas precisam sonhar, pequeno Oz. Sonhar para despertar. Lembre-se disso quando você despertar.
- Lembrarei.
- Agora, acorde.
O garoto acorda com o barulho do pai chegando do trabalho.
- O quê? De novo? Quando esse menino vai aprender?
O garoto vê aquele homem enorme crescer ainda mais diante dele.
- Você tem que ter um futuro que eu não tive! E a escola é o caminho!
O homem bota a mão no cinto e tirá-o, dobrando-o ao meio.
- Custe o que custar...
O garoto fecha os olhos e abre em seguida. Um enorme e vermelho ser está à sua frente, pronto a atacar.
- Não me vencerá tão fácil, Agat. - pensou o menino.

postado por Oz (The Dead) às 5:38 PM |





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Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...


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visitas

"Sitting on a park bench
Eyeing little girls with bad intent.
Snot is running down his nose
Greasy fingers smearing shabby clothes.
Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."