sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Sonhos (1)*

* = este post é parte integrante da Saga Zero!

O garoto caminhou pelo deserto como se já conhecesse bem o lugar. No meio do nada, uma enorme serpente vermelha surgiu. O garoto não pareceu demonstrar medo. Olhou mais atentamente e observou que a serpente se assemelhava muito com um dragão. Mas não era um dragão...
- Sorte ou azar? – perguntou a serpente.
- Uma pergunta ou uma escolha? – indagou o menino.
- Depende. Tudo depende...

Acordou. Flávio despertou com o chamado da mãe. Estava atrasado para ir à escola. A mãe parecia bastante decepcionada pelo sono pesado do filho. Mais ainda pelo ar desligado do garoto. Seu pai também nunca parecia feliz. Apesar de estar na quinta série com apenas 10 anos, ou seja, adiantado um ano, isso não parecia ser o bastante para o pai. Queria um filho gênio! No mínimo.
Correu para a escola para mais um dia de devaneios. Tentava, mas não conseguia se concentrar nas aulas. Sua mente se perdia entre expressões matemáticas e regras de acentuação, indo parar num outro lugar, com outros personagens e elementos, outra História. Tentava se encaixar em alguma turma da escola, mas no fim sempre ficava de canto, sozinho. Pequeno e franzino, não fazia sucesso com as meninas nem era respeitado pelos meninos. Não sabia rodar pião direito, não sabia soltar pipa direito, não sabia fazer nada que outras crianças faziam direito.
Assim, era normal que passasse a maior parte do tempo dentro do seu quarto, inventando estórias com seus parcos brinquedos, tentando competir com os desenhos que via na TV. Seus pais nunca chegaram a cogitar se o filho tinha alguma doença ou algum tipo de deficiência mental – aliás, não podiam se dar a esse “luxo”, já que eram bem pobres – mas sempre demonstravam que não estavam satisfeitos com a natureza fantasiosa e perdida do filho único, em quem apostavam todas as suas fichas.
Flávio de certa forma ficava triste com isso também. Mas era quando dormia que parecia se sentir um pouco mais feliz e menos deslocado. Era comum, depois de uma surra do pai, refugiar-se no mundo do sono. E foi numa dessas noites que teve um estranho sonho...

Caminhava novamente pelo deserto, quando se deparou com uma garota de cabelos loiros cacheados.
- Está na hora, Oz – ela disse.
- Hora de quê? E quem é Oz? Meu nome é...
- Um nome é só um nome! – ela interrompeu.
O garoto viu o céu tornar-se de um azul luminoso para um quase vermelho. Sentiu que o chão parecia se dissolver sob seus pés.
- Um novo mundo está nascendo. E você tem que construí-lo. – disse a garota.
E antes que ele pudesse tentar entender o que ela dizia (tente pensar num garoto de 10 anos ouvindo isso), viu-se no meio de um nada, levitando no ar. Era o primeiro de muitos vôos que daria.
A garota sumiu e então o garoto viu, distante, uma luz. Flutuou até ela e foi cegado, como se ela o consumisse e não o inverso. Abriu os olhos. Estava numa enorme sala branca, onde não se conseguia ver os limites das paredes. O chão era água. Cristalina e azul. Um azul luminoso. Levantou-se e percebeu que a enorme serpente vermelha com cara de dragão lhe observava. Ela ameaçou um movimento e o garoto sentiu uma ponta de medo.
Então ela começou a se transformar em sua frente, tornando-se um senhor com um estranho e belo casaco vermelho. Apesar de ter a mesma altura do garoto, parecia ser bem mais velho (muito mais!) e tinha um estranho ar de sabedoria.
- Você me assusta. – disse o garoto – Sabe, como Tiamat.
- Tiamat é maligno?
- Hum... Acho que não. Ele parece mais não ser nem bom, nem ruim.
- Aparências nos fazem prejulgar sem antes conhecer...
- Hein?
- Nada. Esquece. Bem, vamos ao que interessa. Está na hora de despertar, Oz. Uma odisséia está para se iniciar e muita coisa vai mudar... Agora, vamos! Mergulhe!
- Como?
- Pode mergulhar no chão! Hora de acordar.
Sem entender, mas sem se importar muito, o garoto preparou-se para um mergulho no chão azul luminoso, quando o velho disse uma última coisa.
- Todos têm um propósito, garoto. Tudo tem um motivo para ser como é.
Flávio então mergulhou, atravessou as águas do chão e sentiu uma estranha sensação em seu corpo, sobretudo na cabeça.

Acordou. A mãe chamava pela décima vez para que ele levantasse. Chegaria atrasado novamente na escola.

postado por Oz (The Dead) às 9:37 PM |

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Shitlist (2)

Mais 5 Top 5 do Oz:

5 clipes que acho foda:
- Go With Flow - Queens of the Stone Age
- Freak On A Leash - Korn
- Jeremy - Pearl Jam
- Hurt - Johnny Cash
- Memórias - Pitty

5 das dezenas de filmes que eu gosto:
- Kill Bill Vol. 1
- Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
- Matrix
- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
- Karate Kid

5 profissões que já tive:
- Jornaleiro
- Pasteleiro
- Fiscal de Loja em Supermercado
- Assistente de Arte
- Entregador de Revistas

5 apelidos que já tive:
- Banana (o atual apelido meu irmão) =/
- Grilo / Gafanhoto (os dois ao mesmo tempo, mas em turmas diferentes) :P
- Chiclete (precisa explicar?)
- Kiko (sim, o do Chaves)
- Camila (calma, não entendam mal, eu explico: numa fábrica onde trabalhei tinha uma garota que trabalhava na cozinha que tinha esse nome; como o pessoal da minha seção achava ela parecida comigo, me chamavam assim pra me zuar e acabou pegando! "Pede pro Camila trazer os desenhos"). >.<

Mais 5 coisas que você não sabia sobre o Oz:

- Eu sou literalmente viciado em café. =P
- Sim, eu já usei drogas. Não, eu não gostei e não uso mais (já faz um boooommmm tempo).
- Eu já tentei me matar uma vez.
- Tenho uma tendência a desenvolver síndrome do pânico, segundo o médico. Na verdade, eu sou bastante anti-social (talvez por isso tenha mais amigos internéticos do que pessoalmente) e não gosto de sair de casa. Se puder, passo dias sem sair de casa!
- Eu tenho um irmão de 18 anos de quem quase nunca falo. Mas a gente se dá bem sim, apesar dele gostar de rap e pagode! >.<


.eu ando tão cansado...
=(

postado por Oz (The Dead) às 5:30 PM |

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Em Busca da Terra do Nunca


Desde pequeno eu sempre vivi no chamam de "mundo da lua". O fracote da turma, o anti-social, o meio bobão que ficava mais dentro de casa que na rua, delirando e viajando num mundo próprio de imaginação. Eu me identifiquei logo de cara com Bastian, o personagem de A História Sem Fim que entrava num sebo e ganhava um livro mágico em que o leitor participava da história. A fantasia de ser responsável por manter o mundo dos sonhos antes que o Nada o consumisse sempre se mostrou cada vez mais verdadeira pra mim.
Eu passava horas lendo revistas em quadrinhos na banca do meu pai (eu odiava livros) e outras horas em casa, inventando minhas próprias histórias, meus próprios personagens. Mas vagar num universo imaginário, quase que de maneira esquizofrênica, sempre me trouxe mais problemas que alegrias. A começar por meus pais que nunca aceitaram esse meu lado "desligado e sonhador". Além disso, eu praticamente não estudava quando estava na escola e toda vez que um emprego me parece chato eu saio de um mundo e entro em outro. Como no filme Em Busca da Terra do Nunca, viver a realidade, fazer "o social", me tornar um homem, sempre foi muito difícil e trabalhoso.
Essa briga interna criou o Oz e seu Mundo, assim que eu conheci o universo dos blogs. Mas nem por aqui eu consegui realmente dar vazão a esse universo de fantasia. Porém, minha vida virou um caos pessoal que me levou à beira da insanidade. Como em Clube da luta, eu passei meses, anos, brigando comigo mesmo. Ser um ou ser o outro. Eu me perdi, fiquei sem chão, sem referencial, objetivo e tudo que já estava em ruínas começou a desmoronar em cima de mim. Me tornei um Harvey Pekar reclamão e mal-humorado, eternamente estressado. A chegada do meu filho Samuel deveria ter me "acordado", feito eu acabar com esse impasse. Mas isso não aconteceu. Um lado adulto e responsável sim surgiu, me fazendo ser mais independente com minhas contas e afins, invés de agir como um moleque de 16 anos que fez um filho. Mas a vida continuou vazia, sem graça, "de plástico" - como eu costumo dizer.
Esse Oz, que de certa maneira sempre tratei como um personagem, ainda grita comigo, o escritor de sua vida, para que eu não o mantenha morto por mais tempo. Como no filme Mais Estranho Que A Ficção, ele se recusa a assumir o seu lugar em seu mundo imaginário.
Aí, depois de muito pensar e repensar, cheguei a conclusão: o que eu tenho a perder? Sim, eu tenho uma vida real para viver e a vivo - ou sobrevivo, sei lá - porque não dá pra parar de respirar e eu estou longe de viver eternamente num mundo de sonhos. Porque, se eu nasci assim, se não consigo me sentir realizado de outra forma, porque não parar de brigar, de tentar desistir? Não que eu queira passar minha vida trancado dentro de casa escrevendo, criando, mas talvez eu realmente deva considerar a possibilidade de, como em Encontrando Forrester, usar cada momento possível dessa minha vida para botar pra fora esse mundo maluco que tenho aqui dentro. Não sei se todos vão gostar, não sei se isso me afastará ou não de quem eu amo, mas eu sinto como se a vida tivesse perdido uns 15 anos tentando botar isso na minha cabeça, enquanto eu sempre relutava, tentando agradar meus pais, meus amigos, minha noiva, menos eu mesmo.
Entendo também o preço que isso terá. Mas, como já disse algum guru de auto-ajuda: "Não existe realização de sonhos sem sacrifícios".

postado por Oz (The Dead) às 12:37 PM |

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Shitlist

Inspirado na comunidade Top 5, no Orkut, que por sinal é inspirada no filme Alta Fidelidade, lá vão 5 Top 5 do Oz:

5 Bandas que mais gosto*:
- Black Sabbath
- Uriah Heep
- Iced Earth
- Slayer
- Kyuss

* = de um punhado de umas 40, é claro! :P

5 Músicas que me arrepiam os cabelos do braço de tão boas:
- "Parchment Farm" - Blue Cheer
- "Rainbow Demon" - Uriah Heep
- "Wheels of Confusion" - Black Sabbath
- "Rime of the Ancient Mariner" - Iron Maiden
- "One" - Metallica

5 Seriados que eu adoro:
- Seinfeld
- Família Soprano
- Arquivo X
- 24 Horas
- Lost

5 Cenas de filmes que me fazem chorar*:
- Quase Famosos - A cena clássica do clipe de Tiny Dancer do Elthon John, quando William diz que precisa voltar para casa e Penny Lane diz que ele já está em casa. O motivo eu já postei no MOz III.

- Em Busca da Terra do Nunca - A cena da morte da personagem interpretada pela Kate Winslet, quando o pessoal do teatro encena Peter Pan e ela finalmente "vai para a Terra do Nunca".

- Cantando na Chuva - Outra cena clássica: Gene Kelly "dançando e cantando na chuva". Por que eu choro? Eu adoro musicais e - não, eu não sou gay! - bem, essa seqüência é tão perfeita que mexe comigo por dentro, sei lá...

- A Paixão de Cristo - Assim como 80% do cinema, eu desaguei na cena em que Jesus é chicoteado. Eu não sou nada religioso, quem me conhece sabe disso. Mas essa é outra cena perfeita, tão bem colocada na narrativa e tão bem dirigida que você esquece que é um filme e que aquele não é Jesus. Entende?

- Dançando no Escuro - o final do filme, onde a Björk... (oops! não, não vou contar o final do filme, rs). Bem, esse é o mais desgraçado dos filmes desgraçados. Eu e o Easy Eight sempre fazemos listas dos filmes desgraçados que vemos (e eu até quero postar essa lista um dia...) e esse é o meu número um da lista.

5 Coisas que você não sabia sobre o Oz:
- Apesar de adorar música, sobretudo o rock, eu não toco nenhum instrumento e nunca participei de nenhuma banda. E eu me odeio se certa forma por isso! Eu até tentei aprender guitarra e baixo na adolescência, mas eu tenho muita dificuldade de levar alguma coisa adiante por muito tempo e que necessite de muita disciplina. Culpa de um possível DDA nunca diagnosticado. Ou preguiça mesmo... =/

- Eu já fui declarado oficialmente "desaparecido" por 3 dias, com direito a B.O. com a descrição da roupa que estava usando da última vez que foi visto e tal. Tinha 17 anos, andava com a turma de metaleiros "da pesada" e estava no auge da fase "odeio meu pai". Deu pra entender? o.O

- Apesar de eu e meu pai morarmos no mesmo apartamento, exceto pelo "bom dia" e "boa noite", nós só nos falamos por bilhetes. Bizarro, mas verdade. =/

- Eu tenho um TOC esquisito de contar tempo. Sim, eu sou o "senhor do tempo"! Hahahaha. Por exemplo, se eu vou ao banco, já calculo quanto tempo vou levar para chegar lá (incluindo aí o tempo de andar até o ponto de ônibus, o tempo de mínimo e máximo de espera, o tempo que o ônibus leva para chegar no centro...). No banco, conto quantas pessoas tem na fila, quantos caixas disponíveis e o tempo médio de atendimento. Faço as contas, olho no relógio e sei a que horas em que serei atendido. É coisa de maluco, mas funciona. =P

- Eu tenho 1,70m de altura, peso 57kg, calço 41, tenho os braços um pouco mais longos que o normal, mãos compridas, cabeça pequena, bochechas grandes e calvície. Um modelo de beleza. ¬¬

Mais listas virão não futuro... >.<

postado por Oz (The Dead) às 3:57 PM |

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Plan 9 From Oz Space

Não, aquele não era um dia comum. A humanidade acordou assustada. Os homens não foram ao trabalho, as crianças não foram para a escola, as mulheres não foram ao cabeleireiro. Todos estavam indignados demais para isso! O motivo? O motivo estava nos céus. Todos olhavam para cima horripilados e temerosos. Por toda a Terra via-se, cobrindo o Sol, enormes e metálicos discos voadores.
Discos que pairavam no ar, à espera de que todos parassem suas vidas para olhá-los. Foi quando, de repente, ouviu-se um ruído ensurdecedor. Em seguida, uma voz inteligível, numa língua desconhecida, transmitia uma mensagem. Antes que alguém pudesse dizer se entendeu o que ela dizia, as pessoas começaram a correr desesperadas! Alguns escondiam-se em casa, nos carros, nos bueiros...
Então, um dos discos aproximou-se mais da superfície. Outros começaram a fazer o mesmo. Uma porta se abriu e uma rampa conectou a nave ao solo. Seres estranhos começaram a sair dos discos. Pareciam carregar uma arma na mão. Era seres altos, esguios, mas de muito boa aparência. Sempre se achou que extraterrestres seriam feios e gosmentos, mas esses eram terrivelmente bonitos e sarados. Tantos os do sexo masculino, quanto os do sexo feminino.
Antes que qualquer um dos intrusos pudesse fazer alguma coisa, todos começaram a se entregar. Deitavam-se no chão como se pedissem por clemência para não morrer. Governantes entregaram seus países. Não queriam um genocídio.
Logo, os alieníginas passaram a dominar a Terra, e todos viviam segundo a vontade deles. Quem parecia ser contrário, uma milícia especial do governo os caçava e os exterminava. Ninguém queria provocar a ira de uma raça tecnologicamente e belicamente superior.
Foi quando algo aconteceu. Ninguém sabe exatamente porque. Os alieníginas, liderados por uma bela morena vampiresca, começaram a atacar os humanos e transformá-los em escravos. Sobretudo escravos sexuais e braçais. Trabalhavam como desgraçados e serviam aos visitantes inoportunos. Alguns tentaram revidar com suas armas, mas perceberam que os alieníginas não morriam. Grupos religiosos não tardaram em dizer que os alieníginas eram na verdade enviados de Satã, demônios do Apocalipse, prontos a usurpar nossas almas!
Em meio a toda essa confusão, alguns foram procurar por um tal de Oz, um pseudo-mago que vivia perambulando pelas cidades à procura de cerveja e shows de bandas de garagem. Oz, quando soube do ocorrido, prontificou-se a falar com o líder dos alienígnas. Na verdade, uma líder.
A tal morena de roupas colantes e que trazia uma enorme aranha negra estampada na altura da virilha, recebeu o velho louco em uma de suas naves. Um outro alienígina aproximou-se e colocou um pequeno e estranho aparelho em seu pescoço.
- Me ouve? - disse a morena.
- Opa! Claro! Isso é um tradutor?
- Sim. Diga, a que veio?
- A humanidade que saber o que vocês querem...
- Nada, estamos só de passagem.
- Então porque escravizaram as pessoas?
- Não fomos nós.
- Como assim?
- Estávamos apenas de passagem pelo seu planeta, quando vocês começaram a se entregar e a nos paparicar. Começaram a agir como se fossemos donos de vocês, de suas vidas. Como acreditamos que cada um é aquilo que pensa e que nossos pensamentos determinam nossas ações, entendemos que vocês não são humanos de verdade. São animais. E não respeitamos animais. Chegamos a achar que realmente eram humanos. Mas se fosse assim, estariam mortos, porque alguém que não pensa e não age por conta própria, que não é dono da própria vida, para nós é um morto-vivo. Em nosso planeta, mortos-vivos servem de instrumento de trabalho e comida. Nada mais.
- Ah, entendo... Bem, acredito que alguns realmente são assim, mas há na Terra aqueles que realmente estão vivos e são donos de suas ações. Nãoé o meu caso, mas existem. Vocês não podem tomar o mundo por alguns...
E, após uma longa conversa, Oz e a líder extraterreste entenderam-se. Os visitantes resolveram partir e libertar o povo. Mas alguns, inclusive a tal vampira-etê, resolveram ficar para se divertir mais um pouco.
- Diga, Oz. Porque você se autodenomina "morto"? Você não me parece morto-vivo...
- Ah, sei lá! Vai ver eu sou do seu planeta também, vai saber... Meu plano de vida é simplesmente fazer as coisas que eu gosto e ter uma existência serena e divertida. Mas a vida por aqui não é bem assim. A verdade é que eu me sinto meio morto no dia-a-dia...
- Besteira. Sua ressurreição dos mortos só depende de você! E ela está mais próxima do que você acha...
Assim, a morena de outro planeta e roupas provocantes estilo anos 70 montou numa Harley-Davidson e partiu estrada afora...

postado por Oz (The Dead) às 1:05 PM |

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

I Hate You*

Dona Jubispo me intimou a postar sobre 5 coisas que eu odeio. Vamos lá:

1 - Minha condição profissional e financeira.
Aos 30 anos, não ter profissão e ainda depender dos pais é uma das coisas que eu mais odeio na minha vida. Bem, eu fiz muita burrada, fiquei vendo a banda passar e dormi no ponto. Mas isso muda esse ano! (prometendo pra mim mesmo, de pé, com a mão no peito).

2 - Morar a 30km (ou 1h40min de condução) de distância do Samuel.
Tá sendo chato e frustrante ser pai somente nos finais de semana. E eu sei que muita gente (inclusive eu mesmo) vai cobrar isso de mim mais tarde. =/

3 - Pré-julgamento.
Sabe aquelas cenas dos filmes em que a namorada do cara vê ele com outra mulher e já chega armando o maior barraco, aí o cara diz algo do tipo "mas, ela é minha irmã" (ou minha prima sei lá de onde, ou minha psicóloga, ou minha chefe...)? Pois é... Ou aquelas em que os pais desconfiam que o filho está usando drogas e já preparam um sermão pra ele e, ao entrarem no quarto, vêem que ele só estava fazendo um trabalho de ciências pra escola ou coisa do tipo? É isso. Eu detesto quando me julgam pelo que vêem e não conversam comigo antes.

4 - Brasilianidade.
Eu não lembro quando nem onde, mas uma vez li um artigo onde um estrangeiro que pesquisava o comportamento mal educado e arrogante, deu esse nome a ele. Pessoas que se acotovelam para entrar nos trens e não deixam quem está dentro sair e deixam velhos e grávidas de pé, a íncrível dificuldade da maioria dos motoristas de dar seta antes de virar, a capacidade do brasileiro de fazer merda e ainda achar que está certo, o comportamento arrogante e "superior" da classe média e dos novos ricos, aquelas coisas que a gente vê no Congresso, o "jeitinho" brasileiro, e por aí vai...

5 - Novelas do Manoel Carlos.
Todos os enredos são praticamente iguais, nada acontece e todo mundo é rico, lindo, feliz, consciente e entusiasta. Não gosto por que são chatas e irreais. Pelo menos para mais de 2/3 da população...


(*) = o título é o nome da uma música da banda punk/hardcore Verbal Abuse, mas eu prefiro a versão do Slayer. =)

postado por Oz (The Dead) às 6:03 AM |





*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior.

Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...


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visitas

"Sitting on a park bench
Eyeing little girls with bad intent.
Snot is running down his nose
Greasy fingers smearing shabby clothes.
Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."