terça-feira, 27 de março de 2007

American Woman

Eu ia fazer esse post no Dia das Mulheres mas não deu, hehe.

As 10 Mulheres Mais Mais do Oz:
(ou "as mulheres famosas de outra galáxia que me encantam")

1 - Clementine Kruczynski / Kate Winslet
Eu já era fã da Kate e era um dos que ficaram babando na famosa cena besta do Leonardo Di Caprio desenhando ela em Titanic. Mas Kate interpretando a doidinha Clementine em Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é o máximo da perfeição. Como disse um amigo meu: "se eu encontrar uma kate versão clementine na vida real eu caso!" Hahahaha.
Um bom site da Kate Winslet: http://www.discoverkate.com/
Site do filme: http://www.eternalsunshine.com/

2 - P.J. Harvey
Quando vi um clipe da Polly pela primeira vez, na época de Dry (1992), eu era apenas um moleque que só ouvia thrash e heavy metal e achei ela apenas "legalzinha". Meus gostos musicais foram mudando e essa inglesinha também. Na época de To Bring You My Love (95) eu já achava ela interessante, mas quando ela apareceu com Stories From the City em 2000, com um visual mais "cool", eu virei fã de carteirinha! Ela cantando "lick my legs i'm on fire" me deixa doido! hahahahha.
Site Oficial: http://www.pjharvey.net/
Ela ao vivo: http://www.youtube.com/watch?v=48GIaN7SrGU

3 - Christina Applegate
Todo adolescente têm uma musa da TV. A minha era a Kelly da série Um Amor de Família (Married With Children) era a minha. Tanto quanto eu me cagava de rir com Al Bundy e sua família de loosers, eu também recolhia meu queixo toda vez que aquela loirinha aparecia. A série acabou, os anos passaram-se e certo dia assisti Tudo Para Ficar Com Ele e fiquei babando numa das amigas da personagem de Cameron Diaz e descobri que ela era a Kelly! Ou melhor, Christina Applegate, um mulherão que faz comédia bem pra cacete sem ser apelativa ou cheia de caretas.
Meu fan site preferido dela: www.christina-applegate.org/

4 - Alison Mosshart
A vocalista do The Kills. Eu fiquei entre ela e a Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, mas a Alison tem um "quê" a mais, sei lá. Eu gostei de Kills assim que ouvi (meus amigos metaleiros vão me matar, ahahhaha), e mais ainda do visual "sei-lá-o-quê" da Alison. Eu gosto de mulheres roqueiras e muita gente acha que eu só gosto de mulheres estranhas (não é verdade, vocês verão mais abaixo), mas além de bonita (eu acho), Alison também é sexy (eu acho). Hehe.
Site do The Kills: http://www.thekills.tv/

5 - Eva Longoria
A Gabrielle de Desperate Housewives. Logo no primeiro capítulo ela já me encantou mais do que as outras. E olha que eu nem gosto muito do tipo "perua latina bronzeada", rs. Mas o jeito sensual dela, às vezes meio atrapalhada e carente, me fascina. Pena que eu tive de parar de assistir. Tive meus motivos... =/
SIte da série: http://abc.go.com/primetime/desperate/index.html
Bom site da Eva: http://www.eva-longoria.net/

6 - Kat Von D
Tatuadora do programa Miami Ink, que eu só vejo quando vou na casa do Easy, hehe. Não curto muito "gente-gibi", com tatuagens demais, mais a Kat é a Kat. =D
Tem um site brasileiro oficial do programa, mas eu prefiro esse: http://tlc.discovery.com/fansites/miami-ink/miami-ink.html


7 - Amy Smart
O primeiro filme que vi com ela foi o bobo Caindo na Estrada. Vi o filme de novo só por causa dela, hehe. Gosto dela em Efeito Borboleta! =)
Dois sites legais dela:http://www.amy-smart.com/ e http://www.amysmart.org/



8 - Marina Person
Gosto dela desde quando ela apresentava o Cine MTV (faz tempo isso...). Bonita (pra mim u.u), divertida, engraçada e ainda por cima formada em cinema. Pode? Eu já disse que ela tem 38 anos. Pois é, nem parece...
Veja ela no MTV +, de segunda à quinta às 21h30.

9 - Shakira
Peraí. Antes de mais nada, eu não gosto de black, hip-pop ou qualquer coisa do tipo! :P Mas gosto da Shakira! =) Hahaha. Desde do começo, quando ela usava aquele cabelão vermelho. Muito mais ela que Christina Vaquilera ou Britney Shitears. u.u
Site dessa colombiana gost... oops! talentosa: http://www.shakira.com/


10 - Mariana Ximenes
Sem gracinha? Às vezes. Mas sabe fazer nós homens babar quando quer! :P hehe
Gosto dela desde Uga Uga! (não, eu não sou noveleiro ¬¬), rs.
Não achei um site bom da Mariana =(





Pra todo mundo entender: Eu postarei nas próximas semanas, 2 histórias divididas em 3 posts cada, pertencentes à Saga Zero, entre outros posts nada a ver (como esse, ahahaha). Não se assustem com o conteúdo fantástico e meio sombrio dos posts, hehe. Eles estão sendo escritos seguindo a narrativa de um roteiro de filme e juntos terão um sentido único, algo como "Mundo de Oz - O Filme", tento um sétimo post como final da história. Haverá muitas (muitas mesmo) referências e "coisinhas escondidas" nos textos, portanto não estranhem. Vai ser estranho, esquisito, doido. Ninguém mandou vocês ficarem elogiando meus posts malucos, hahahahha.
;)

postado por Oz (The Dead) às 3:07 PM |

quinta-feira, 22 de março de 2007

Lonely Day

"O homem nasce livre; e em todos os lugares, ele está amarrado.Um pensa que é o mestre dos outros, e ainda continua a ser mais escravo do que eles."
Jean Jacques Rousseau

Essa "versão zero" tinha sim como objetivo simbolizar um novo começo, um renascimento. Mas esse negócio de começar do zero tem suas imperfeições...
Como uma Fênix que ressurge das próprias cinzas, acredito hoje que começar do zero só é possível quando se "queima" por completo, quando tudo é apagado e destruído, para iniciar um novo ciclo. Quando ainda somos seres pensantes, sociais e sentimentalóides, fica difícil de pensar numa ruptura total para se iniciar uma nova vida. Talvez o zero não seja exatamente um zero. Talvez ele traga impresso junto às suas curvas ovaladas resquícios de uma conta anterior que o levou até ali. Talvez ele seja resultado de uma soma, uma subtração ou um complicada equação de fatos, sentimentos e pensamentos, o que faz com que sua "memória" o leve a pensar se ele é realmente um zero absoluto. Assim que ele fazer parte de uma nova operação matemática, sua genética interromperá o processo dizendo "Ei! Você não é um zero absoluto, cara! Você não está vindo exatamente do nada!" - para desespero de um número já tão renegado pelos outros.
O problema é que recomeços, mudanças, vidas novas, exigem um desapego do passado que é praticamente (e não ideologicamente) impossível de se conseguir. Como seres pensantes nos vemos encurralados por nossas idéias e conceitos que construímos durante a vida e que nos barram na hora de ter uma atitude radicalmente diferente. Como seres sociais, a coisa piora ainda mais, porque somos dependentes uns dos outros e, quando nos juntamos a alguém, temos filhos, essa dependência é ainda maior e mais difícil de se romper. E, é claro, como somos seres sentimentalóides, nossas emoções carregadas ao longo dos anos nos intimidam para que pensemos vinte vezes antes de "botar os pés pelas mãos".
Acredito que não só ficamos medrosos e covardes com o passar dos anos, mas a racionalização de uma aparente maturidade nos leva a ficarmos amarrados e a termos dificuldade de fazer escolhas. Mas temos que fazê-la. Como Oráculo disse em Matrix Revolutions, "você terá de escolher se seu amor morre ou se todos os humanos morrem". Simples assim.
Como era mesmo aquela citação de um livro de auto-ajuda? Ah, sim! Lembrei:

"Intensamente farei, diante do sol e da lua, qualquer coisa que a meu íntimo alegre, e que meu coração aponte."
Ralph Waldo Emerson

Vale lembrar que o Sr. Waldo, assim como a maioria dos escritores e artistas de peso, era um pária, um semi-eremita. Parece que essa solidão e vazio que nos preenche no dia-a-dia, mesmo quando cercados de felicidade, é inerente aos sonhadores...

postado por Oz (The Dead) às 6:48 AM |

sexta-feira, 16 de março de 2007

O Diário de Oz Jones

Querido diário...
Ah! Pára! ¬¬
Tá loco? o.O
Enfim...

- Ando sem muito tempo pra poucas coisas por causa do trabalho do outro lado da cidade. Mas tá sendo legal, bem melhor do que o outro... O fato é que tá difícil botar no "papel" as idéias que estão fervendo aqui na minha cabeça!
- Tô sem tempo pra terminar um post para o mais novo blog de ex-Blogueiroz, o Spam Com Bacon, mas prometo que até domingo (minha próxima folga) eu dou um jeito nisso!
- Era pra fazer algumas pequenas mudanças neste blog e dois posts já estão no gatilho! Enfim, até domingo...
- O pouqinho de tempo que sobra tô usando pra passar mais tempo com a Dani e como Samuel, hehe.
- Além disso, estou voltando a alguns hábitos antigos - e que acho que trarão bons frutos - como "ir ao cinema assistir filmes malucos cheios de indies na platéia", ler, ouvir mais e mais música, caçar clássicos de quadrinhos que me influenciaram (e influenciam) bastante e, o mais importante, aprendendo a escrever de verdade e voltar a desenhar (já estreei o primeiro caderninho, o resultado vocês verão daqui alguns meses)!

- Ah, sim! Queria agradecer pelos elogios ao post anterior.^^
É bom saber que alguém gosta dos meus textos malucos, hehe. Sim, eu pretendo escrever um livro, logo logo. Conheço os fanfics e já pensei em fazer alguns textos, mas sempre deixei pra depois (esse é um dos meus maiores defeitos). Me apresentaram um tal de mojo books e, como adoro música e ela me inspira muito, to pensando em escrever algo do tipo. Portanto, vocês não se livrarão assim tão fácil de mim... ¬¬
hahahahaha

- No mais, até mais!

*trilha sonora: Little Sister - QOTSA

postado por Oz (The Dead) às 9:14 AM |

terça-feira, 13 de março de 2007

The Killing Hand (2)*

* = este post é parte integrante da Saga Zero e constinuação do post "Sonhos".

O homem parecia velho e cansado, apesar de ainda ser novo aos olhos de muitos. Seus 30 anos de vida pareciam 60, no mínimo. Curvado pelo peso que carregava e já calvo pelo desgaste de seus preocupados e estressados neurônios, o homem olhou pela janela de vidro do apartamento. Observou as pessoas com suas vidas em curso e sentiu-se frustrado pela inércia que tinha sido a sua até então. Viu famílias preparando-se para mais um final de semana e consumiu-se por estar tão longe - fisica e mentalmente - da sua. Pensou na situação que estava vivendo e fez uma recapitulação dos anos. Chorou por um segundo, nada mais. Olhou para baixo e pensou na altura da janela. Pensou na dor. Pensou na vida.
Então, levantou os olhos e olhou para o horizonte. Pensou no quanto seus olhos estavam distante dele. Virou os olhos para si mesmo. Olhou para dentro. "Você esqueceu. Você fugiu." - uma voz dizia. Olhou então para o céu. Sentiu a formosura de tal visão e deixou o ar entrar para dentro de sua mente. O homem que parecia velho e cansado agora era o céu. E sentiu-se levitar. E voar... Como a tempos não fazia...

Flávio perecia muito menos preocupado com a vida à sua volta. Ia para a escola sem se importar muito com seu "futuro" e sem se sentir mal por não fazer parte de nenhum grupo de amigos da 6a. série onde estudava. À tarde, trabalhava na banca de jornais e revistas do pai e passava a maior parte do tempo descobrindo o vasto mundo dos quadrinhos e criando elementos para seu mundo. Era um garoto de 11 anos diferente. E não se importava.
Foi para casa e não deu muita atenção para as lamúrias do pai nem para a enorme barriga da mãe, onde seu irmão se preparava para vir ao "mundo real". Foi direto para o quarto, delirou um pouco e adormeceu.

O garoto estava diante de um enorme e reluzente castelo. Parecia ser feito de vidro e tinha uma cor avermelhada, com torres góticas que pareciam atingir o infinito. Aproximou-se e a enorme porta abriu-se como que por mágica. Entrou. Um enorme mamute bípede, que vestia uma nobre armadura dourada, se aproximou, seguido logo atrás por um pequeno ser, meio gordinho e de aparência ingênua.
- Senhor. - disse o mamute - Estávamos preocupados com o senhor. Vencemos as tropas de Maríade, mas ficamos sabendo que o senhor encontrou-se com O Escuro nas Torres Vermelhas...
- Não se preocupe comigo, Estaiene. Sou apenas um garoto. Que mal O Escuro poderia fazer a mim?
- Sabemos de vós sois muito poderoso, mestre. - disse o pequeno - Mas pensamos que...
- Poderoso? Já disse, Meinhein. Sou apenas um garoto. O Escuro queria conversar. Só isso. Agora me dêem licença. Preciso fazer uma coisa.
O garoto deixou os dois e subiu por uma grande escada, até entrar por uma outra porta no topo, revelando um enorme saguão, com um único trono no centro.
- Não gosto dessa pompa toda...
Sentou-se no trono com certa dificuldade e perguntou-se como poderia um garoto tão pequeno e franzino governar um mundo num trono enorme daquele.
- Estão loucos! Isso se eu não estiver...
Uma névoa rósea entrou por uma da janelas e pairou diante do garoto. Pareceu condensar-se e então transformou-se num homem. O pequeno velho de casaco vermelho.
- Em devaneios, pequeno Oz? - perguntou ao garoto.
- Porque me chamam assim? Já disse que...
- Um nome é só um nome.
- É. Já ouvi isso. Por isso que você não tem nome?
- Talvez. O que O Escuro queria com você?
- Disse que queria conhecer aquele que enfrentaria no futuro. Vocês ficam me tratando como seu eu fosse alguma espécie de profeta ou sei lá o quê. Eu sou só um garoto! E é bem possível que vocês sejam apenas fruto de minha imaginação. Coisa de sonho...
- Hum... Você tem um propósito, garoto. E sabe disso. Além do mais, você não fala, nem age como um garoto. Não aqui, no mundo dos sonhos.
- Humpf.
- Vejo que a adolescência se aproxima... Escute. O Escuro. Ele será um de seus maiores inimigos. Ele é o responsável por um mundo sem sonhos, por vidas imersas em melancolia e uma aparente agonia eterna.
O garoto ficou pensativo por um momento e então levantou-se. Fez um breve movimento com uma das mãos e o castelo começou a se dissolver. O velho entendeu e transformou-se no dragão vermelho que o garoto já estava cansado de conhecer. Eles se viram em pleno ar e começaram a voar em direção a uma montanha distante. Pelo caminho, observavam paisagens estranhas, como as casas de papel, os lagos de piche e pequenos seres que lembravam elfos anões brincando numa savana púrpura. Chegaram à montanha e sem pensar em pousar, viram-se já num platô, diante de uma pedra com um estranho desenho pintado nela.
O garoto estendeu a mão e, antes de tocar a pedra, os desenhos começaram a brilhar. Uma forte luz os cegou e cessou logo em seguida. Um pequena garota loira, de cabelos cacheados e vestindo uma túnica branca estava diante deles.
- Preciso saber. - disse o garoto - O Escuro.
- Então chegou a hora.
- Hein?
- Por mais de um ano você permeou o mundo dos sonhos, construiu aqui seu palácio e criou seres e aventuras fantásticas, ajudando a cultivar sementes que precisavam ser regadas para que um mundo mais humano fosse criado. Mas há um limite para fantasias perfeitas, rechadas de seres coloridos e encantadores. A fantasia precisa estar ligada à realidade para que seja melhor compreendida e aceita. Só assim os escravos da Trindade serão libertos.
O garoto virou-se para o dragão.
- E eu achei que era maluco...
- Guarde seu humor para quando precisar, pequeno Oz. E pare de falar como gente grande. Isso ainda será um problema para você. A Trindade é a responsável pela infelicidade e prisão dos homens. Fazem parte dela O Escuro, A Ilusão e O Mal. Você terá que enfrentá-los vez ou outra e eles farão de tudo para destruí-lo ou corrompê-lo. Para vencê-los, terá de se preparar e conhecê-los. Por isso uma nova jornada será iniciada. Não agora, mas você saberá quando.
- Outra jornada? Eu passei esses meses descobrindo coisas que nem sabia que existiam, construí um mundo, criei estórias e batalhas épicas...
- Isso é só o início, Oz. Além disso, você perdeu muito de sua infância nisso. Precisa recuperá-la, antes que seja tarde. Ela será importante no futuro.
E tudo em volta se distorceu. A garota sumiu e tudo começou a rodar. O garoto viu-se sozinho novamente no deserto e pensou se realmente tinha alguma espécie de dom ou predisposição. Pensou se realmente era bom ser diferente, quando o dragão reapareceu e aproximou-se.
- Sorte ou azar? - perguntou o garoto.
- Depende. - respondeu o dragão. Tudo depende...
Começou a chover...

Flávio acordou. Olhou pela janela. Chuva. Muita chuva. Levantou-se e caminou até a prancheta que o pai havia comprado para trabalhar em casa, mas abandounou num canto. Ela agora estava no quarto do garoto, desde que ele havia começado a escrever e desenhar.

postado por Oz (The Dead) às 9:33 AM |

sexta-feira, 9 de março de 2007

Fahrenheit 3/9

Pois é.
Depois dos ataques do PCC, dos dilúvios e da cratera do Metrô, eis que chega Bush!
E mais uma vez, São Paulo para!
O que fazer então, se está difícil de ir passear ou trabalhar em qualquer lugar da cidade sem pegar um hiper trânsito e se sentir no Haiti (ou no Rio de Janeiro) com tantos soldados e policiais nas ruas? Pensando nisso, eu selecionei 5 vídeo-clipes para você assistir durante a nobre estadia de Bush II - The World's Chief - ao Brasil:

Sepultura e O Rappa - Ninguém Regula a América


Sepultura - Territory


Megadeth - Holy Wars


System of a Down - B.Y.O.B.


Dead Kennedys - Let's Lynch The Landlord


=)

postado por Oz (The Dead) às 8:18 AM |

terça-feira, 6 de março de 2007

O Dia Que Não Terminou (O Dia Em Que Seremos Felizes)

Sendo sincero...

Não é nada fácil ser um adulto que não é adulto. Todo mundo dizendo "nossa, não parece que você é tão velho" e na sua cabeça você se comparando com os mesmos da sua idade, com suas profissões, diplomas, casa, família, vida comum de "adulto responsável"... Pior ainda quando você se sente totalmente deslocado da vida. Seus velhos amigos você não vê mais, você não se encaixa na vida de seus novos amigos e as pessoas que você ama (e que te amam também) parecem não te satisfazer.
Me sinto frustrado por não ter me tornado nada e nem ao menos ter aproveitado a vida. Me sinto mal por não poder dar pra quem me ama o mesmo amor que já dei tanto. Me sinto péssimo por não conseguir ser um pai melhor do que o meu foi pra mim, como prometi tanto a mim mesmo. Me sinto uma merda por ser a "ovelha negra" da família, o filho que se sente um estrangeiro, um hóspede dentro da própria casa. Eu me levanto todos os dia dizendo para o espelho "Hoje você vai mudar! Hoje você irá voltar a ser membro de sua família, irá ser um bom futuro marido e um ótimo pai! Hoje você começará a buscar a sua felicidade e prosperidade!" E antes que alguém diga "não se cobre tanto", só posso dizer que é difícil não se cobrar quando parece que você viveu os últimos 12 a 15 anos numa inércia, numa osmose insuportável e decadente. Prometo a mim mesmo e a aqueles à minha volta que agora seremos mais felizes, que uma nova vida se inicia, mas por dentro eu me sinto o deprimido dos deprimidos, sem vontade para nada. Trabalho por trabalhar, não consigo dar amor para aqueles que amo e muito menos para eu mesmo.
Me sinto angustiado por não ser quem queria ser e por saber que nunca serei. Não consigo apagar da minha cabeça o que deve ser pagado e passo dias e noites atormentado por pensamentos ruins. Me sinto um estorvo, um chato, um idiota, um filho da puta, e não vejo muito futuro. Parece que isso nunca vai acabar ou mudar. Não tenho mais fé...

Melhor ser sincero e machucar os outros ou sorrir, agradar e se queimar por dentro?

Ah, sei lá.
Eu não sou corajoso o bastante pra pensar nisso.
Alguém deveria livrar o mundo de problemáticos como eu...

postado por Oz (The Dead) às 8:42 AM |





*melhor visualizado com resolução 1024 x 768 ou superior.

Perfil

Dead Oz é um zumbi filósofo alienado, como tantos outros que vagam pela Terra, à procura da ressurreição, comendo, bebendo, trabalhando, perambulando entre pingüins e tendo a energia drenada por alieníginas conspiradores pela Internet. Um maluco tentando recuperar um pouco da fantasia que todo mundo parece ter perdido...


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visitas

"Sitting on a park bench
Eyeing little girls with bad intent.
Snot is running down his nose
Greasy fingers smearing shabby clothes.
Hey aqualung!
Drying in the cold sun
Watching as the frilly panties run.
Hey aqualung!
Feeling like a dead duck
Spitting out pieces of his broken luck.

Sun streaking cold
An old man wandering lonely.
Taking time
The only way he knows.
Leg hurting bad,
As he bends to pick a dog-end
Goes down to the park and
Warms his feet.
Feeling alone
The army's up the road
Salvation a la mode and
A cup of tea.
Aqualung my friend
Don't ya start away uneasy
You poor old sod
You see it's only me.

Do you still remember
December's foggy freeze
And the ice that clings on to your beard
Is screaming agony
And you snatch your rattling last breaths
With deep-sea diver sounds,
And the flowers bloom like
Madness in the spring."